“As Melhores Coisas do Mundo”: nós assistimos!

"As Melhores Coisas do Mundo": nós já vimos o filme e contamos tudo!

Quando gravou as cenas de As Melhores Coisas do Mundo, que estreia nos cinemas de todo país hoje, Fiuk era apenas um cantor se aventurando na carreira de ator. A diretora Laís Bodansky, conhecida por catapultar a carreira de Rodrigo Santoro depois de trabalhar com ele no filme Bicho de Sete Cabeças, conseguiu transformar o risco de trabalhar com atores inexperientes, dentre eles, Fiuk, em uma carta na manga: é exatamente por serem “não-atores” que os personagens principais do longa dão veracidade à história toda. Fiuk, Francisco Miguez (que faz o papel principal, Mano) e Gabriela Rocha (Carol) brilham na telona porque mostram, com conhecimento de causa, as dúvidas, angústias e delícias de ser adolescente.

As Melhores Coisas da Vida

Sexo, bullying e rock ‘n’ roll

O filme é um recorte da adolescência de Mano, 15 anos, que, como muitos por aí, paga pau pra menina mais gostosa da turma e quer perder a virgindade o quanto antes (mas, no caso dele, com alguém que signifique mais do que uma simples transa). Até aí, nada muito diferente dos longas norte-americanos que vemos a todo momento nas noites de segunda-feira na tevê, certo? O bacana de As Melhores Coisas do Mundo é que não fica só nisso. Dentre as preocupações de Mano está o fato de não conseguir se encaixar num mundo adulto repleto de contradições – ter de encarar a delicada separação dos pais, por exemplo, e seguir acreditando no amor, é uma delas – e, ao mesmo tempo, querer fazer parte de um grupo e se encontrar, como todo jovem, é outra. O filme mostra ainda questões como bullying (que, assim como na vida real, com a ajudinha de internet e celular, rola solto nos colégios) e até depressão (e, você, fã de Fiuk, vai se arrepiar nos últimos 30 minutos do longa, pode ter certeza!). Ah, e vale muito a pena ficar ligada na trilha sonora, que tem roquinhos gostosos e até Something, dos Beatles.

As Melhores Coisas da Vida

O elenco

Foi uma opção da diretora trabalhar com adolescentes sem experiência na atuação. Na verdade, apenas Gabriela Rocha, que faz a  melhor amiga de Mano, Carol, havia feito algumas aulas de teatro. “Mas não me ajudou em nada. Eu fazia teatro porque achava legal, mas depois que fiz o filme aprendi muito mais coisa”, conta a garota de 16 anos que é estudante do terceiro ano do colégio Dante Allighieri, de São Paulo. Ela e o restante do elenco jovem foi escolhido a dedo pela produção do filme que fez um extensivo trabalho de pesquisas e testes nos colégios paulistanos. Foi desse “garimpo” entre a galera jovem que surgiram, inclusive, algumas transformações no roteiro, segundo o roteirista Luiz Bolognesi.

Francisco Miguez, que faz o protagonista, foi um grande “achado” entre os centenas de garotos que tentaram uma vaga para o filme. “O Francisco tem uma coisa impressionante de empatia, de talento. Ele tinha um ingrediente de pureza, de se colocar na cena de uma maneira encantadora”, conta a atriz Denise Fraga, que faz a mãe de Mano (Francisco) e Pedro (Fiuk). “Eu moro ao lado da Denise, então ela ia me buscar de carro para gravar, às vezes. Conversei bastante com ela, nossa proximidade foi bem natural”, conta Francisco, que ainda não sabe se irá continuar na carreira de ator e nem acredita muito nessa história de ficar famoso. Mas, pelo menos em seu colégio (ele estuda no Oswald de Andrade, também em São Paulo) ele já está bem mais popular desde a época dos testes. “Sempre rolava de a galera vir conversar pra trocar ideia sobre o filme”, conta.

As Melhores Coisas da Vida

Por que é imperdível

1 – Caio Blat faz um professor gatinho e contestador, daqueles por quem a gente se apaixona fácil
2 – Paulo Vilhena é outro professor lindo, só que de música
3 – Ver Fiuk num papel mais denso do que o Bernardo, de Malhação, vai surpreender você
4 – Assistir a adolescentes reais, interpretando personagens de mesma idade deles, faz toda a diferença
5 – E certamente você vai se identificar com algum tema abordado no filme

As Melhores Coisas da Vida


Texto: Liliane de Lucena

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