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Confira a entrevista com a blogueira Camila Coutinho, do “Garotas Estúpidas”

A tt conversou com Camila Coutinho, dona do Garotas Estúpidas, o blog de moda mais influente do Brasil, e descobriu como ser uma blogueira de sucesso. Sim, a Camila contou tudinho só pra você!

Começando do começo: quando e por que você criou o Garotas Estúpidas? Você tinha pretensões de fama?
Não nenhuma. Eu acho que uma das coisas que fez dar certo foi exatamente isso. Eu criei em 2006 porque gostava muito de ler os blogs americanos que falavam sobre celebridades, tipo Lindsay Lohan, Paris Hilton, com flagras delas sem calcinha ou com celulite aparecendo na praia. Eu encaminhava tudo para minhas amigas pra gente comentar. Aí pensei: vou criar um blog para nós postarmos e comentarmos ao invés de ficar trocando e-mail. Elas toparam e, de madrugada, eu criei o Stupid Girls no Blogspot. Na mesma hora, resolvi usar o título em português porque achei que estava estranho em inglês. Escolhi Garotas Estúpidas por dois motivos: um, porque era um lugar onde as mulheres iam poder discutir esses assuntos sem os homens acharem bobagem; dois, por conta da música da Pink, Stupid Girl, na qual ela tira saro da Paris Hilton, da Jessica Simpson e tal. Criei o blog e a gente começou a postar bem despretensiosamente mesmo.

Quando você percebeu que o blog poderia virar um negócio?
Depois de um ano e pouco. Porque, no início, a gente tinha 30 acessos, aí as meninas saíram… Cheguei a 100 acessos e nem elas acreditavam! Quando o blog alcançou mil, quase dois mil acessos diários, comprei o domínio e fiz um layout meu. Nesse momento, vi que realmente tinha gente que queria ler o que eu estava escrevendo e o blog poderia se tornar uma coisa mais séria. Comecei, então, a ser abordada por agências, por gente que se interessava por meu conteúdo, por anunciantes. Mas foi muito devagarzinho mesmo. Na época, eu trabalhava como estilista para uma marca aqui de Recife e fazia tudo ao mesmo tempo: blog, faculdade, emprego. Depois de um ano e meio, pedi pra sair porque não estava aguentando a correria e queria me dedicar só ao blog. Na época, ele não me dava muito dinheiro, mas já era quase o que eu ganhava trabalhando, então, pra mim, era melhor. Queria me dedicar a uma coisa que fosse minha.

Você tem uma equipe que trabalha contigo ou tem pessoas que a ajudam em determinados momentos?

Para o conteúdo do blog, textos e montagens, eu não tenho ninguém que me ajuda. Só para as fotos dos editoriais que, de vez em quando, a gente faz e para os vídeos e que tem um pessoal que me apoia.

Onde você busca inspiração?
É muito o meu olhar, em ruas, shoppings, em outros blogs.Eu entro bastante em blog gringo, compro várias revistas gringas, revista de celebridades… Eu acho que para o online ficar legal, o off-line tem que funcionar também, tem que viver pra ver o que está rolando.

A blogosfera está vivendo um momento de ápice hoje. Você tem medo de que, no futuro, ela não seja mais tão acessada?

Não, porque eu acho que nenhum veículo elimina o outro, senão, hoje em dia, a gente não teria nem rádio mais – porque a tevê o teria eliminado. Eu acho que, quando se abre uma porta de comunicação nova, os veículos devem se adaptar e atualizar seu conteúdo. O desafio é este: você estar sempre inventando coisas novas para não cansar o leitor.  

O que é mais legal na vida de blogueira?

O blog antes de tudo. Além de ser um lugar pra você se divertir e falar do que gosta, ele abre muitas portas, funciona mesmo como um portfólio do seu trabalho. Não tem fronteiras, o mundo inteiro lê se quiser. Você trabalha a sua imagem. O blog me levou para lugares aos quais eu nunca chegaria pelo caminho normal. A internet impulsiona você de uma maneira que, às vezes, nem você tem noção.

E o que é mais difícil?
O mais difícil é que, pra se criar um blog, você só precisa de uma conexão com a internet. Então, têm muitos blogs surgindo e nem sempre as pessoas que criam fazem direito. Claro que ninguém tem obrigação de fazer direito, cada um cria porque quer, mas, como têm muitos feitos de qualquer jeito, o termo fica popularizado e,às vezes, as pessoas não valorizam o trabalho do blog. Não é como uma revista que você tem que ter dinheiro para abrir. É um veículo gratuito, qualquer pessoa pode fazer.

Qual o segredo para o GE ter entrado na lista dos blogs mais influentes do mundo?
Eu acho que, como eu comecei muito cedo, há cinco anos, fui aprendendo bastante. Tive tempo de evoluir e ver o que funcionava pra mim ou não e peguei um pouco de cada assunto. Meu blog não é só sobre moda, só sobre beleza, só sobre celebridades. É um blog sobre assuntos femininos, então, a pessoa vai encontrar alguma coisa pela qual ela se interesse lá. E eu tento falar do meu jeito. Eu sou uma menina, não sou milionária, não sou magrela, não sou modelo, eu sou normal. Trabalho, ganho o meu dinheiro, compro na C&A, compro na Renner, compro uma bolsa legal porque eu trabalhei pra isso e eu acho legal também, mas não tenho deslumbre. Eu acho que a linguagem e essa liberdade de poder usar de tudo me aproximam mais do leitor.

Texto e entrevista: Thaís Coimba
Foto: Divulgação

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