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DAY abraça o pop punk no álbum “Bem-vindo ao Clube”: “Sobre se frustrar, mas se manter em pé”

DAY abraça o pop punk no álbum "Bem-vindo ao Clube": "Sobre se frustrar, mas também se manter em pé"
DAY abraça o pop punk no álbum "Bem-vindo ao Clube": "Sobre se frustrar, mas também se manter em pé" (Foto: Lana Pinho)

É sobre uma jovem sonhadora que é testada pela realidade ao seu redor e pelas suas autossabotagens. É sobre se frustrar, mas também sobre se manter em pé”, é assim que DAY apresenta seu mais novo álbum, “Bem-vindo ao Clube”. Com 12 faixas, sendo uma delas uma parceria com Lucas Silveira, vocalista da banda Fresno, o novo projeto da cantora chega a todos os aplicativos de música na noite desta quinta-feira (29).

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“Bem-Vindo ao Clube” acompanha a jornada de alguém – que poderia ser eu ou você – tentando entender os movimentos de altos e baixos, de amores e desamores, de começos e finais; da vida como ela é. Todas as 12 faixas trazem histórias vividas pela cantora antes e depois de se assumir LGBT, além dos novos sentimentos trazidos pela pandemia, sonhos e frustrações de diferentes momentos de sua vida.

As novas sonoridades também traduzem esses sentimentos controversos presentes nas canções. Com referências do POP, POP Punk, Punk Rock, Rock, Emocore, Trap e Rap, o álbum cria quase que um estilo musical próprio, se aproximando do que pode ser chamado de “POP Emo”.

Em entrevista para a todateen, DAY detalhou mais o que quis transmitir com o primeiro álbum de estreia. Além disso, contou sobre as referências para a criação do trabalho, a parceria com o Lucas e o futuro do projeto. Confira!

Como está o coração para o lançamento?

Tem hora que ele bate muito rápido, tem hora que ele para (risos), está difícil de conciliar meus sentimentos, ao mesmo tempo em que eu tenho muito orgulho do que está no disco  – eu não mudaria nada – dá uma apreensão, é o meu primeiro álbum e aí eu fico me questionando se as pessoas vão gostar, eu quero elas gostem, mas acho que não tem fórmula, não tem regra, estou só me deixando levar, vamos com medo e no susto e ver no que dá (risos).

Como você acha que mudou como artista desde que você começou a lançar música para esse primeiro álbum agora?

Eu sempre fui muito enfática em querer ser diferente e acho que isso não mudou, O que mudou foi que eu aceitei que tudo bem também não ser diferente. Eu tinha dificuldade em aceitar não ser diferente, era meio que ao não me colocar em caixas eu acabava me colocando em uma e agora eu consigo ver com uma visão mais ampla a DAY de antes e a de hoje, que consegue se ver em mais possibilidades e não ficar presa a nenhuma outra coisa. A DAY achava que precisava ser de um jeito só para sempre e que se ela não seguisse isso estaria sendo infiel consigo mesma, mas a verdade é que eu posso mudar quando quiser e quando eu acho que devo. Eu percebi isso e estou vivendo muito mais plena. 

Você sente mais pressão agora de estar lançando um disco completo?

Eu sinto, mas ao mesmo tempo também sinto que estou um pouco mais preparada para receber esse tipo de pressão, então acaba que está funcionando, mas eu tenho tentado deixar esse rolê mais leve também, tenho tentado puxar aquela tampinha da panela de pressão para sair isso um pouco e eu não surtar, fazer desse lançamento um momento especial para mim e não estressante, caótico. Estou mais na vibe de aproveitar tudo mesmo ao invés de me sentir pressionada.

Como foi produzir o álbum durante a quarentena, foi mais fácil para você ou foi mais caótico?

Acho que a parte mais prática teve várias dificuldades, porque no começo eu estava tentando entender como fazia, mas o mais difícil mesmo foi aprender a lidar com o emocional, com as reais frustrações enquanto eu fazia o disco. Foi um processo muito intenso, de muito autoconhecimento, eu passei por bastante coisa durante esse tempo e acho que acabou me preparando para esse trabalho também. Acho que o disco acabou saindo um pouco mais pessimista do que eu gostaria, porque assim, eu já tinha a intenção de falar sobre vivências não tão legais da minha vida e aí unindo com esse momento que a gente está passando, vivendo novas frustrações no meio de uma pandemia global e lidando comigo mesma dentro de casa, só eu e minha mente, foi muito ensurdecedor às vezes. Mas no fim o que importa é que estou viva e feliz com o resultado, saiu e saiu lindo, eu estou muito orgulhosa.

E você deu o nome de “Bem-vindo ao Clube”, eu quero saber que clube é esse e quem pode participar dele!

O clube que eu falo é o “Clube dos Sonhos Frustrados”, inclusive é o nome do single que encabeça o álbum. Parece um nome super pessimista, mas acho que quem escuta a música entende a vibe e sente aquela coisa de “nossa, não to sozinha, tem mais gente que pensa e é como eu”. Vamos nos dar as mãos e cantar esse hino juntos. O clube é esse, de pessoas que acabam se autossabotando mais do que deviam, sendo mais ansiosas do que o necessário, é o clube da galera que às vezes tem dificuldade de viver no presente, dos jovens de 15 à 29 anos que a gente vê no noticiário que está mais triste. Mas eu quero que esse clube se una, para se revigorar e sair dessa mais forte.

Eu percebi que as músicas têm muito a vibe do pop punk, pop rock, achei que você trouxe muito disso, que é um estilo que anda voltando com tudo, né! Como foi pensar a ideia do conceito que você queria trazer no disco?

Foi muito louco, porque há dois anos mais ou menos eu comecei a introduzir nos meus shows Avril Lavigne, Simple Plan, Pitty, para as pessoas entenderem quais eram as minhas referências e o que tinha a ver comigo. Comecei a introduzir na estética, fiz isso no meu EP “A Culpa é do meu Signo” que eu lancei ano passado, ele tem umas referências de pop punk já, de Blink 182, a bateria e o baixo também são tirados desse estilo, então eu já tinha uma noção de que eu queria vir com isso um pouco mais pesado. Na época ainda não tinham muitas músicas nesse estilo, era um vislumbre de que isso tudo ia voltar, eu achava que ia ser tipo daqui uns cinco anos, pensava a longo prazo. Mas é um gênero que tem tudo a ver comigo, que me ajudou a passar pela história que eu estou contando no disco. O emocore é um estilo que super esteve presente comigo, é muito massa ver um disco meu, com músicas na minha voz relacionadas a ele, parece casa. Eu até anotei no meu bloco de notas esses dias que eu estava ouvindo algumas das faixas: “Caramba, eu estou me sentindo como se eu fosse a minha banda favorita”, pensei (risos).

Que lindo! Acho que o exemplo perfeito disso no álbum é justamente “Clube dos Sonhos Frustrados”. Vendo o clipe, eu lembrei muito de outros que eu já assisti, que são dos anos 2000. Eu quero saber quais foram as suas referências para fazer ele.

Na real que é isso mesmo, referência total aos anos 2000. Eu também queria que o clipe fosse mais diurno, diferente dos anteriores, e um pouco mais jovem, que tivesse uma mensagem mais acessível e fácil de entender para ficar bem claro. A gente vê muito clipe que se passa em escola também, acho que isso fala muito com o público e é muito universal, acho que todos nós já ficamos frustrados na escola, na faculdade, ficou uma coisa muito representativa, não tinha como ser diferente para esse disco.

Acho que outro acerto legal também foi a sua parceria com o Lucas Silveira, que veio de uma banda que é referência nesse estilo. Particularmente “Isso não é amor” foi uma das que eu mais gostei! Eu queria saber de onde veio a ideia de trabalhar com ele e como foi esse momento para você?

Nossa é uma honra demais ter o Lucas nesse projeto, eu falo que é o carimbo do EMO, o selo de verificação (risos). E é muito gratificante para mim, tudo começou de uma forma muito natural. A gente se trombou em um festival, onde éramos atração e comentamos “vamos fazer um som juntos”. Eu duvidei que fosse acontecer na época, mas acabou que o cara fez mesmo e realmente é um dos melhores sons do disco, acho que é muito maduro, muito potente e também “fresh”, novo. Acho até que por ser com o Lucas as pessoas vão esperar algo um pouco diferente e aí ele vai chegar com um trapzão e todo mundo vai ficar “uau” (risos). A gente fez tudo à distância, fomos mandando o que gostávamos, o que poderíamos mudar, algo como “não gostei do refrão” e depois “agora sim eu gostei”, foi uma parada assim e aí a gente se encontrou para gravar as vozes e foi uma coisa muito marcante para mim. Ter ele no meu disco é um sonho realizado.

E como foi o processo de composição das músicas, todas têm mais a ver com suas próprias vivências? Como foi esse processo de pensar no que escrever para esse álbum?

Então o disco tem um início, meio e fim, inclusive ele tem um prefácio e um epílogo para marcar que ele tem uma introdução e um desfecho, mesmo que não seja necessariamente um desfecho feliz (risos). E como eu meio que já sabia a história que eu queria contar, foi mais questão de ir encaixando as letras. A primeira que eu escrevi foi “Dilúvio”, depois “Finais Mentem”, depois mudei tudo, mas assim que escrevi “Bem-vindo ao Clube dos Sonhoss Frustrados”, bem no início da pandemia, eu já soube o nome do disco e qual seria exatamente o conceito dele. Aí as outras foi meio que montar um quebra-cabeças. “Dilúvio” eu sabia que ia no meio, “Clube dos Sonhos Frustrados” a primeira, foi um processo que ficou bem claro e logo tudo foi fluindo. Depois foi só colocar a “roupinha”, ou seja o arranjo, para todas ficarem como vocês vão ouvir. 

Teve alguma do disco que foi difícil de fazer nesse período?

Olha, “Clube dos Sonhos Frustrados” eu escrevi o começo, o refrão e faltava o segundo verso, que eu só consegui escrever quando o arranjo da música estava pronto. Eu não achava nada que eu estava escrevendo bom, esse segundo verso foi uma coisa que realmente demorou, foi questão de meses, eu dei uma abandonada e pensei “depois eu volto nela”, porque eu já sabia que ia ser o single do álbum então ela precisava ser toda icônica. Foi meio demorado, mas depois veio. E outra foi o epílogo que é “A Maldição da Expectativa”, eu escrevi sem intenção de colocar no disco, porque era mais um desabafo, que eu escrevi enquanto estava em uma das minhas “bads”. Eu fiquei meio na dúvida em colocar porque ela é muito crua, muito honesta e impactante. 

E o que você conta do futuro do “Bem-vindo ao Clube”? Você já tem noção de qual vai ser o próximo single e as outras coisas que vai fazer com o álbum daqui para frente?

Eu quero aproveitar esse disco o máximo que eu puder, sugar até a última gota. Quero sim fazer mais singles, tem várias músicas que eu tenho vontade de fazer clipe, a gente ainda está entendendo como tudo vai funcionar e eu também quero ver como as pessoas vão receber né.  Daqui para frente eu quero fazer várias outras colaborações e trabalhar com mais gente para misturar estilos e fazer música nova. 

Agora, já que nosso tempo está acabando, queria saber se você pode mandar um recadinho para os leitores da todateen, que vão escutar seu álbum!

Galera da todateen, muito obrigada pelo espaço de sempre e, para quem não me conhece ainda, quero convidar todo mundo para ouvir o meu disco “Bem-vindo ao Clube”, é o trabalho da minha vida! E se não for pedir demais, escutem na ordem, que é muito importante para ter a experiência completa de amadurecimento dessa personagem, que no caso sou eu (risos). Espero que vocês tenham experiências magníficas ouvindo o disco, porque eu tive fazendo ele e tenho muito orgulho do que ele se tornou.

Ouça “Bem-vindo ao Clube”:

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