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Diabetes: o que é, quais são os fatores de risco, como tratar?

A doença afeta muitos jovens e adolescentes. Bora conhecê-la melhor?!

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Foto: iStock/Sabrina Bigella

Você sabia que o diabetes é uma doença que também atinge adolescentes? Mas quais são os sintomas, os fatores de risco e como tratá-la? A gente conversou com uma endocrinologista, a Dra. Patrícia Peixoto, para tirar todas essas dúvidas!

Saiba o que causa o diabetes, como evitar a doença, tratá-la, e mais:

Qual é a diferença entre os tipos de diabetes?
Diabetes tipo 1: mais comum entre crianças e adolescentes. O corpo desenvolve anticorpos contra as células do pâncreas que produzem insulina. Esses anticorpos reagem como se essas células do pâncreas fossem invasoras e as destroem. Assim, a produção de insulina não ocorre. Ao deixar de ser produzida, a insulina, hormônio que ajuda a manter a glicose (açúcar) no sangue em níveis normais, a glicose se eleva e surge a doença.

Diabetes tipo 2: mais comum em adultos, mas vem crescendo entre os jovens. Fatores como excesso de peso, alimentação à base de muitos produtos industrializados, falta de exercícios físicos e algumas alterações hormonais fazem com que surja o que chamamos de resistência à ação da insulina. O pâncreas produz insulina, mas todos esses fatores atrapalham sua ação de controle da glicose. Como consequência, a glicose aumenta no sangue e surge o diabetes.

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Foto: iStock

Qual deles é mais comum em jovens e adolescentes?
“Embora o diabetes tipo 1 ainda seja mais comum nos jovens, hoje um terço dos casos de diabetes em crianças e adolescentes é o do tipo 2, por conta do crescimento da obesidade e do sendentarismo nessa faixa etária”, explica a Dra. Patrícia Peixoto. O diabetes tipo 1 surge após a criança/adolescente, que tem uma predisposição genética, ser exposta a  situações que desencadeiam esse processo autoimune de “ataque” ao pâncreas pelo próprio organismo. Isso pode acontecer após uma virose, pelo uso precoce do leite de vaca e também por contato frequente com substâncias químicas, como agrotóxicos.

Quais são os principais sintomas do diabetes no adolescente?
Os mais comuns no diabetes tipo 1, que costuma surgir em questão de dias ou semanas, são a sede excessiva, aumento na quantidade de urina, aumento da fome e perda de peso. Além disso, o jovem pode se queixar de cansaço e visão embaçada, além de dificuldade de concentração.

No diabetes tipo 2, por se instalar de modo mais lento, a criança pode incialmente não ter sintomas, o que inclusive retarda o diagnóstico.

Quais são os fatores de risco no adolescente?
Para o diabetes tipo 1 há uma predisposição genética complexa como fator de risco, por isso a presença de familiar de primeiro grau com diabetes tipo 2 aumenta o risco do diabetes tipo 1 se desenvolver.

No tipo 2, os fatores de risco são:

  • Estar acima do peso, principalmente se a gordura estiver concentrada em volta da cintura;
  • Ter pai, mãe ou irmão com diabetes;
  • Ter síndrome de ovários policísticos;
  • Fazer uso frequente de medicamentos da classe dos glicocorticoides;
  • Ser sedentário – não praticar exercícios físicos pelo menos 3 vezes na semana;
  • Uso frequente de alimentos ricos em açúcar e gordura, como refrigerantes, doces, biscoitos, salgados…
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Foto: iStock

Tem como evitar essa doença? Quais hábitos adotar para isso?
Embora no diabetes tipo 1 a predisposição genética não possa ser mudada, o aleitamento materno é um fator protetor, assim como a introdução alimentar correta nos primeiros dois anos de vida. Essas duas medidas, inclusive, também protegem contra o diabetes tipo 2 e a obesidade.

Para evitar o diabetes tipo 2, que vem crescendo entre os jovens, várias medidas podem ser adotadas:

  • Dormir bem. Poucas horas de sono à noite aumentam o risco de obesidade;
  • Tratar o excesso de peso em crianças e adolescentes;
  • Evitar o consumo frequente de alimentos industrializados e calóricos;
  • Praticar exercício físico intenso idealmente todos os dias por pelo menos meia hora, como jogar bola, brincar ao ar livre, correr, praticar esportes, nadar…
  • Procurar se movimentar mais nas atividades do dia a dia, subindo de escadas ao invés de usar o elevador, indo a pé se a distância não for grande, e reduzindo o tempo de uso de eletrônicos e do celular.
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Foto: iStock

Como tratar?
O tipo 2 envolve tratar junto a obesidade, melhorar a qualidade da alimentação e introduzir o exercício físico na rotina do paciente. Alguns medicamentos podem ser usados de acordo com a faixa etária.

No diabetes tipo 1, o tratamento é feito com insulina e atualmente há varias opções de canetas para aplicação, além de outros equipamentos e dispositivos que facilitam o uso da insulina e a monitorização da glicose, tornando o tratamento mais eficaz. Não menos importante é a adoção de uma alimentação saudável e a prática do exercício físico.

Uma pessoa com diabetes tem restrições alimentares? O que ela pode ou não comer? 
Alimentos ricos em açúcar e gordura, como refrigerantes, biscoitos, doces, batata frita, salgadinhos, devem ser evitados. O dieta deve ser elaborada por nutricionista ou nutrólogo, priorizando alimentos saudáveis, como verduras, legumes e frutas (essas últimas sem exageros, pois a frutose também pode elevar a glicose). A proteína de boa qualidade precisa ser consumida, os alimentos derivados do leite também não são proibidos, nem o carboidrato, que deve ser consumido na opção integral. A técnica de contagem de carboidratos, orientada por uma das especialidades acima,  pode ajudar bastante a flexibilizar a dieta.

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Foto: iStock

 

Diabetes pode trazer complicações? 

Quando não se faz o tratamento e acompanhamento adequados, as altas taxas de glicose no sangue podem favorecer algumas complicações:

  • Doença nos rins;
  • Ressecamento da pele e maior chance de feridas que não cicatrizam e podem apresentar infecção secundária;
  • Lesões nos pés;
  • Dores nas pernas e pés por conta de alterações nos nervos dessas regiões;
  • Alterações nos olhos, afetando a visão;
  • Problemas no coração e na circulação sanguínea.

É importante lembrar que o tratamento adequado do diabetes reduz muito o risco de desenvolver uma complicação. Quem tem essa doença pode levar uma vida mais do que normal: ativa, saudável e feliz.

Consultoria: Dra. Patrícia Peixoto, endocrinologista 

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