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Entrevista: Patrícia Barboza, autora de As MAIS

Entrevista exclusiva e TDB com a Patrícia Barboza, autora do sucesso As MAIS!

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Patricia Barboza

Quem diria que numa tarde preguiçosa surgiria a ideia necessária para escrever um livro que se tornaria sucesso nacional? Foi isso o que aconteceu com a autora Patrícia Barboza! Para quem não conhece a Patrícia, a gente apresenta: ela é a autora da série de livros As MAIS e está bombando em todo o Brasil. O primeiro livro da série já vendeu aproximadamente 20 mil exemplares!

A história do livro é superlegal: ele conta a história de quatro amigas que formam a sigla da amizade formada pela inicial dos nomes: Mari, Aninha, Ingrid e Susana. As quatro meninas resolveram escrever um livro juntas, relatando suas aventuras mais marcantes durante um ano inteiro.

Confira a entrevista que fizemos com a autora:

As MAIS - Patrícia Barboza

tt: O livro conta a história de quatro amigas que resolvem escrever um livro juntas. Como foi criar quatro personagens principais tão diferentes?

Pati: Não foi uma tarefa fácil. Mas também foi muito divertido fazer. Elas são muito diferentes e como o texto é narrado em primeira pessoa, eu precisava me sentir como a personagem. O sentimento e a forma de falar precisavam estar claros para o leitor. Fiz muitas pesquisas. A internet foi uma grande aliada e fonte de muita informação. Acho que a parte mais difícil pra mim foi a criação da Susana, pois eu nunca fui boa em qualquer esporte. Pesquisei sobre o tema e tive uma abertura maravilhosa na sede do Botafogo, assistindo treinos da equipe infantil feminina de vôlei. Eu pude entrevistar o técnico, as atletas e a mãe de uma delas para conhecer mais de perto todos os desafios e dificuldades. Também frequentei algumas aulas de teatro por causa da Mari, vi muitos filmes românticos para a Ingrid e pesquisei blogs literários para compor a Aninha.

tt: Com qual das personagens você se identifica mais?

Pati: Cada uma tem um pouquinho de mim, mas reconheço que sou muito parecida com a Mari. Não é à toa que ela usa franja, como eu. Eu sou um tantinho atrapalhada e tenho uma coleção de micos quase que diários. Quando eu tinha 13 anos fazia parte do grupo de teatro da escola, mas acabei não seguindo essa carreira. Emprestei essas características minhas para ela.

tt: Você foi a autora juvenil mais vendida durante a Bienal do Livro de São Paulo. Como é receber o reconhecimento do público?

Pati: Sempre foi um desejo meu autografar durante todos os dias na Bienal de São Paulo. Foi a primeira vez que eu tive a oportunidade e fiquei muito feliz com o resultado. Foi uma alegria muito grande receber o carinho do público e principalmente ver que tinha conseguido atingir o meu objetivo com o projeto. Uma das coisas mais carinhosas foi receber agradecimentos de mães, tias, avós… Elas faziam questão de falar comigo, agradecendo por eu ter criado um livro que tinha despertado tanto interesse pelos adolescentes. Eu queria atingir positivamente os jovens. E fiquei emocionada ao descobrir que tinha conseguido atingir toda a família.

tt: Você acha que mesmo com ferramentas como blogs e redes sociais, os jovens estão lendo mais?

Pati: Sim! Fico muito feliz acompanhando as trocas de opiniões pelas redes sociais. Muitos desses jovens se tornaram blogueiros literários, unindo as duas paixões: internet e leitura. A internet é uma ferramenta maravilhosa para buscar informações sobre livros. Infelizmente existem cidades que não possuem livrarias! E como saber sobre os lançamentos? Nem sempre é possível viajar para a cidade mais próxima para visitar uma livraria. A internet se tornou uma grande aliada nessa divulgação.

tt: Você é superativa no seu blog e nas redes sociais. Você gosta de estar sempre em contato com o seu público?

Pati: Adoro! Dedico algumas horas do meu dia para esse contato. Ninguém faz isso por mim, faço questão de comentar e responder pessoalmente cada recado. É um prazer enorme falar diretamente com os leitores.

Patricia Barboza

tt: Você sempre namorou ou era mais na sua?

Pati: Namorava, mas era muito na minha. Hoje, quem me vê falante nas palestras, não acredita que eu era extremamente tímida e ficava vermelha por qualquer coisa. Eu adorava dançar, ia a muitas festas e sempre conhecia garotos assim. No colégio não tive muita sorte. Nunca fui daquelas que se destacavam.

tt: Você é do tipo que se declara, ou deixa as dicas “no ar”?

Pati: Infelizmente, ou felizmente, sou uma pessoa muito transparente. Sou muito expressiva e logo quem me conhece percebe se eu estou alegre, nervosa, feliz, contrariada. E, quando estou a fim, não adianta, sempre fico com aquela cara de boba, por mais que tente disfarçar. Apesar disso, prefiro dar dicas e esperar que o outro tome a iniciativa.

tt: O que a gente pode esperar da continuação da série, agora que as meninas entraram no ensino médio?

Pati: Eu sempre vou tentar abordar os assuntos da forma mais descontraída possível. É muito complicado decidir a profissão que vai seguir pelo resto da vida aos 15 ou 16 anos. É normal ter dúvidas. Existe uma pressão enorme para passar no vestibular logo de primeira. Ou mesmo seguir a profissão da família. E, ao mesmo tempo, existem tantos outros conflitos para serem superados como o primeiro amor, questões de autoestima, mudanças no próprio corpo. Vejo um enorme medo de errar e muita culpa gigantesca quando as coisas dão errado. Quero mostrar que faz parte do aprendizado. Deu errado? Vamos aprender, tirar o ensinamento disso tudo e bola pra frente. O mundo é rico de oportunidades, basta prestar atenção e ter a mente aberta.

tt: Todas as personagens já “sofreram” um pouquinho por amor. Seja por um amor platônico ou por uma discussão com o namorado… Até que ponto você acha que isso é saudável?

Pati: Quanto a sofrer por amor, isso independe de ser adulto ou adolescente. Não é nada saudável quando a pessoa passa a se isolar por causa desse amor. O erro está em projetar a carência no outro. E quando o outro não supre essa carência, vem o sofrimento. Acho que o exercício mais difícil do ser humano é praticar o amor próprio. Você precisa se amar primeiro para poder amar o outro.

Livros As Mais

tt: Algum projeto paralelo? Quais são os seus planos?

Pati: Além da escrita dos outros volumes da série As MAIS, tenho um projeto de visitação escolar chamado Leitura Nota 10. Visito as escolas, especialmente do Rio de Janeiro, onde moro. Nesses encontros falo sobre os meus livros, leitura de uma forma geral e tiro dúvidas sobre os processos do mercado editorial.
O outro projeto para 2013 é a publicação de um livro de contos. Fiquei muito feliz ao receber o convite para participar! O livro será publicado pelo selo Galera Record e vamos recontar as histórias de quatro princesas, tendo como base os contos originais Grimm. Junto comigo nesse projeto, estão a Meg Cabot (A Bela e a Fera), Lauren Kate (A Bela Adormecida) e Paula Pimenta (Cinderela). Coube a mim o desafio de recontar a história da Rapunzel nos dias de hoje. Também tenho um inédito, ainda sem título, com previsão de lançamento para 2013 pela Editora Verus.

Gostaram, meninas? Vocês já leram os livros da série As MAIS? Conta pra gente nos comentários! 😉

Foto: Divulgação

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Comportamento

Exclusiva: autora nacional Maria Anna Martins dá detalhes sobre seu 1º romance, “Olhos de Gato”

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Exclusiva: autora nacional Maria Anna Martins dá detalhes sobre seu 1º romance, "Olhos de Gato"
Divulgação/Lea Dantas @clickeresenha | Arte: Laura Ferrazzano

Mais uma autora nacional na área. Olhos de Gato é o primeiro romance da escritora nordestina Maria Anna Martins, que conta com muitas envolvimentos amorosos e confusões. O livro, que se passa no Recife, apresenta a vida da personagem Cassandra Moreira, uma jornalista.

Essa é a primeira comédia romântica publicada da autora que já conta com dois livros de contos autorais e um livro infantil pela editora Flyve. Além disso foi indicada duas vezes ao prêmio Strix de literatura. Em entrevista à todateen, Maria Anna falou mais sobre o seu processo criativo e revelou se tem mais novidades vindo por aí. 

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Confira!

todateen: Você sempre teve vontade de se tornar uma escritora?

Maria Anna Martins: Desde os 10 anos mais ou menos, mas comecei mesmo aos 13, quando escrevi meu primeiro original, hoje guardado a sete chaves, porque era muito menina. Eu sempre quis levar aos outros as milhares de sensações que um livro consegue passar, essa magia maravilhosa presente nas palavras.

tt: Quais são suas maiores inspirações para escrever?

MAM: A vida. Mesmo em histórias de fantasia, em meus contos, eu busco o que poderia ser real, no cotidiano o que poderia gerar uma boa história. Quando escuto uma expressão ou vejo algo legal, já fico pensando “como posso encaixar isso em um livro”? Ou “como eu descreveria isso em uma narrativa”? As histórias estão em todos os lugares.

tt: Quais são seus gêneros favoritos?

MAM: Comédia-romântica, contos e fantasia. Sem sombra de dúvidas. Mas leio de tudo.

tt: Como foi o seu processo de publicar e produzir “Olhos de Gato”?

MAM: A ideia de “Olhos de Gato” surgiu na faculdade, mas só trabalhei nele de verdade depois que me formei. E foi uma delícia escrever. Ainda não estava na Pandemia, então eu ia a uma cafeteria em uma livraria com meu leitor beta, Edmilton Azevedo. Escrevia um capítulo e logo em seguida ele revisava. Ao terminar o original, ainda enviei para uma leitura crítica e revisão, para só então publicar pela editora Sekhmet, que pertence a uma amiga minha. Ela leu os primeiros capítulos quando eu ainda estava escrevendo e declarou: eu vou publicar isso. Fizemos um arranjo, eu a ajudei por uns tempos com questões de comunicação (afinal, sou assessora de imprensa, além de escritora) e ela publicou. Foi uma felicidade!

tt: O plot de “Olhos de Gato” é sensacional. De onde veio a ideia de escrever essa história?

MAM: Foi durante um estágio. Não sei direito como a história veio, só veio. Eu estava no intervalo, então rascunhei o primeiro capítulo e guardei. Eu só sabia que queria escrever algo leve e pensei em uma situação desastrosa para qualquer pessoa. Foi assim que as primeiras frases de Cassandra surgiram.

Divulgação/Lea Dantas @clickeresenha | Arte: Laura Ferrazzano

tt: É incrível ver histórias como essa ambientadas no Brasil, especialmente no nordeste do país. Você sempre quis retratar os acontecimentos no Recife?

MAM: Sim, e vai ter livro novo no Recife (risos). Isso porquê eu sou nascida e criada no Recife. Posso até escrever futuramente sobre outros lugares (tem uma outra comédia romântica no forno que não se passará “só” no Recife), mas vou tentar incluir de alguma forma sempre que der. O Recife tem espaços suficientes para diferentes enredos. Quando a gente conhece e se identifica com um lugar, é muito mais fácil ambientar o livro e fazer os leitores se sentirem próximos de sua realidade.

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tt: A Cassandra é absolutamente icônica. Qual a parte que você mais gostou de escrever sobre ela?

MAM: Ah eu me diverti muito com ela! A parte que mais gostei foi de fazer os dramas. Eu queria uma personagem que fosse bem dramática, mas não ficasse chata. Sou de uma família de dramáticos e adorei tornar isso cômico em uma personagem. Faz parte, pessoas pensam assim volta e meia e estar na cabeça de Cassandra, vendo ela se embolar em suas confusões, tentando criar uma personagem que soasse real, que errasse, se arrependesse, amasse, enfim, gerasse empatia dos leitores foi um processo maravilhoso. Eu queria que o leitor sentisse que Cassandra poderia ser uma amiga próxima.

tt: Qual foi o seu maior desafio para dar vida aos personagens?

MAM: Decidir características, criar personagens e torná-los consistentes. Essa é sempre a parte mais difícil. Em um conto, a gente faz isso, mas ele é menor que um romance. No romance sua personagem tem que ser fiel a personalidade dela do início ao fim. Ela pode até mudar ao longo da narrativa, mas precisa ter motivos para isso. Eu fiz ficha de todos os personagens nesse livro, coloquei seus hobbies, livros favoritos, como falam, qualidades, defeitos, sonhos e até mesmo o signo. Nem tudo ficou explícito no livro, mas me ajudou a tentar fazer personagens reais. Além disso, peguei alguns detalhes, traços de amigas e parentes meus e misturei um pouquinho em alguns personagens. Ângela mesmo, foi inspirada na ilustradora Letícia Santiago, que ilustrou nosso primeiro livro infantil “A observadora de sombras”, lançado no fim do ano passado pela editora Flyve.

tt: Qual foi a cena que você mais gostou de escrever?

MAM: A de quando Jana conta seu segredo. Nada de spoilers aqui, mas foi uma cena importante para o livro e tentei ter delicadeza e mostrar apoio entre as amigas. “Olhos de Gato” é um romance, mas também fala muito sobre amizades e companheirismo. Amigues verdadeiros, fazem toda a diferença em nossa vida.

tt: Qual seu maior objetivo com a escrita? O que você mais quer passar para os leitores de suas histórias?

MAM: Emoções. Quero que sonhem, que riam, chorem, que reflitam, que dêem aquele suspiro delicioso de quando terminamos um bom livro e já sentimos saudades de suas páginas. Eu sempre desejei isso, conseguir gerar nos outros a magia que eu sinto quando leio um ótimo livro.

tt: Quais são seus planos para o futuro? Temos mais coisa vindo por aí?

MAM: Com certeza! Estou cheia de planos, inclusive uma fantasia para terminar esse ano e uma nova comédia-romântica para começar, além dos meus contos. Quero encontrar um agente literário e conseguir novas oportunidades. As histórias são infinitas e enquanto eu viver, sempre estarei escrevendo algo.


A comédia romântica está à venda no site da editora Sekhmet, no site da autora e nas livrarias Imperatriz, por R$25. Também está disponível em e-book na Amazon e para assinantes do Kindle Unlimited.

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Comportamento

Clubes de assinatura e pandemia: entenda como funciona as maiores empresas do ramo

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Clubes de assinatura e pandemia: entenda como funciona as maiores empresas do ramo
Divulgação | Arte: Laura Ferrazzano

Não é novidade para ninguém que a pandemia interferiu em diversos hábitos de consumo do mercado brasileiro. Um dos principais setores que cresceu consideravelmente no ano de 2020, foram os clubes de assinatura, em especial os literários.

Segundo pesquisa da Betalabs, os clubes registrados na plataforma conseguiram, em média, 605 novos assinantes por mês. Em todo o mercado, foram criados cerca de 900 clubes durante a pandemia – em 2014, existiam 300 em operação e, agora, são mais de 4.000 disponíveis no mercado.

Para explicar e entender melhor as especificidades de cada um, a todateen conversou com os principais clubes de assinatura literários.

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Confira!

intrínsecos

Clubes de assinatura e pandemia: entenda como funciona as maiores empresas do ramo

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Lançado na comemoração dos 15 anos da editora Intrínseca, o intrínsecos, seu clube de assinatura, está no terceiro ano de operação, com uma lista de autores ecléticos. Com a proposta de entregar todo mês na casa dos assinantes um título inédito e, na maioria das vezes, surpresa, o intrínsecos lançou, em primeira mão, desde obras de nomes consagrados e best-sellers, como Jojo Moyes (“Um caminho para a liberdade”), C. J. Tudor (“As Outras Pessoas”), a autores estreantes no Brasil, como Fernando Aramburu (“Pátria”) e Matt Ruff (com “Território Lovecraft”, que originou a série anunciada pela HBO).

As edições do intrínsecos são em capa dura, exclusivas e colecionáveis, pensadas para preencher com sua variedade de cores não só a estante, mas a imaginação dos leitores. Acompanham o livro a revista intrínsecos — com artigos, ensaios e variedades assinados por personalidades da arte e cultura nacional — marcador, postal e brinde, sempre personalizados de acordo com o livro do mês. Além da experiência da leitura, o intrínsecos promove grandes encontros entre os assinantes e autores da Intrínseca.

O intrínsecos está no terceiro ano de funcionamento e cresceu consistentemente nesse período, com o ano de 2020 registrando 124% de aumento na base de assinantes, segundo dados da editora. Até o momento, o lançamento de maior adesão foi “A vida mentirosa dos adultos”, da Elena Ferrante. “Foi um dos títulos que mais trouxe assinantes para o clube.”, esclarece a empresa.

Para se tornar um assinante, basta entrar no site www.intrínsecos.com.br e escolher entre os planos padrão e anual. O frete é fixo para todo o Brasil e a entrega é rastreável. Assinando até o último dia de cada mês, o leitor já recebe a caixa do mês seguinte. Caixas anteriores à adesão ao clube também podem ser adquiridas em vendas sazonais, exclusivas para assinantes.

TAG – experiências literárias

Clubes de assinatura e pandemia: entenda como funciona as maiores empresas do ramo

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A proposta da TAG é mostrar que a literatura pode ser leve e divertida, presenteando o associado a cada mês com uma nova experiência literária e sensorial. A TAG acredita que é possível aproximar a leitura das pessoas e colocar os livros cada vez mais presentes no dia a dia. Atualmente, o clube possui 70 mil assinantes em todo o território nacional para os clubes “Curadoria”, que envia uma publicação indicada por grandes nomes da cultura, e “Inéditos”, que lança em primeira mão best-sellers internacionais ainda não publicados no Brasil. Recentemente, a empresa lançou a GROW, clube voltado para livros de negócios e crescimento pessoal.

Em meio à pandemia do novo coronavírus, a TAG cresceu consideravelmente. De janeiro de 2020 até o momento, o número de associados aumentou 75% —saltando de 40 mil para 70 mil. A receita, que em 2019 foi de R$ 34 milhões, aumentou para R$ 43 milhões no ano passado. A expectativa é que 2021 acabe com um total de R$ 63 milhões, impulsionado principalmente pelo e-commerce, que traz edições diferenciadas de livros, além de dar a opção para que os usuários (assinantes ou não) comprem os mimos entregues pela empresa.

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“Nossa missão é tornar a literatura um assunto de papo de bar no Brasil.”, afirma Gustavo Lembert, cofundador e CEO da TAG Livros, em entrevista recente à CNN. Desde o início de suas atividades, em julho de 2014, a TAG já publicou mais de 100 títulos, divulgando o trabalho de mais de 170 escritores, entre autores e curadores. Os títulos do mês, com a proposta de sair da zona de conforto, são divulgados somente após a entrega de todas as caixas, pois a surpresa faz parte da experiência

Além dos kits enviados mensalmente, e que incluem publicações dedicadas à obra e ao autor; design próprio de capas e embalagens; brindes temáticos inéditos e eventuais publicações exclusivas para assinantes, a TAG também conta com aplicativos próprios para fomentar a troca de experiências, a conversa sobre literatura e a união entre os leitores.

Para assinar, é só acessar o site www.taglivros.com.

turista literário

Clubes de assinatura e pandemia: entenda como funciona as maiores empresas do ramo

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O grande diferencial do Turista Literário é incentivar assinantes a “viajarem” pelo universo das obras, com itens sensoriais que acompanham os livros. Ou seja: enquanto lê, você pode ouvir uma playlist, manusear o mesmo item que o protagonista, sentir um aroma ou fazer uma degustação de algo mencionado na obra.

A startup, que foi criada por duas irmãs a partir de suas experiências de leitura juntas durante a infância, vai completar cinco anos em junho de 2021. A cada mês, junto com um lançamento editorial para o público jovem adulto, o assinante recebe elementos que despertam os sentidos do leitor: a audição, por meio de uma playlist elaborada a partir da obra; o olfato ou o paladar – com itens aromáticos ou comestíveis; o tato – por meio de um item para tocar; e também um brinde útil e especial com arte exclusiva sobre o universo do livro, chamado de souvenir de viagem.

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Já o sentido da visão é aguçado pela própria leitura, pela área de conteúdo extra sobre a obra que é disponibilizada no site, quanto por todos os itens que formam a mala de assinatura. Cada edição traz um “selo” dentro de um guia de viagens para que o assinante possa carimbar seu passaporte com cada destino que viajar como um Turista Literário. Quanto mais carimbos, mais vezes seu nome aparece nos sorteios mensais, e ao fim de um ano, ele recebe um presente extra exclusivo.

“Acreditamos que esses elementos surpresa ajudam a incentivar o hábito e o gosto pela leitura”, afirma a sócia e curadora Mayra Sigwalt Chaves, booktuber e criadora do canal All About That Book. Ela explica que o foco do Turista Literário é o público jovem-adulto (YA – Young adult), mas o perfil de assinantes ultrapassa barreiras de idade. “Nossa principal linha editorial é fantasia e aventura, mas já enviamos vários contemporâneos, de mistério e até sci-fi. Procuramos tratar universos bem diferentes a cada viagem. A prioridade é sempre promover uma ótima história. O mais interessante é ver pessoas de faixas etárias tão variadas embarcando em leituras fora de sua zona de conforto, e amando a experiência”, explica.

O Turista Literário, com foco em uma imersão sensorial única, lúdica e prazerosa, mantém parcerias com mais de 18 editoras em todo o país para selecionar os títulos que compõem cada mala mensal. As inscrições podem ser feitas de 1 a 15 de cada mês, somente pela internet (www.turistaliterario.com.br), e os interessados podem optar por “viajar” mensalmente ou experimentar uma “mala” avulsa. Os pedidos são enviados, pelos Correios, sempre por volta do dia 25 de cada mês. Informações e assinaturas pelo site.

clube iluminados

Clubes de assinatura e pandemia: entenda como funciona as maiores empresas do ramo

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Com a missão de despertar nossa consciência e expandir o caminho do autoconhecimento, o Grupo Editorial Pensamento lança um clube do livro pautado na tríade corpo-mente-espírito: O “Iluminados”.

Com mais de um século de história, a editora é pioneira na publicação de obras que trabalham temas relacionados a esses segmentos. Imbuído da missão de oferecer uma experiência completa, o “Iluminados” envia mensalmente à casa do assinante um livro de referência – seja um livro raro e difícil de encontrar ou um lançamento – de temas como esoterismo, espiritualidade, autoajuda, psicologia, sabedoria oriental e saúde com terapias alternativas.

Cada livro vem com sobrecapa exclusiva, um brinde temático e conteúdos complementares elaborados por especialistas em cada tema, para auxiliar a expansão da mente e da consciência do leitor. Os assinantes terão, ainda, desconto de 30% em todo o catálogo da editora, comprando diretamente do site do Grupo Editorial Pensamento (www.grupopensamento.com.br).

Os kits são enviados a partir do dia 11 de cada mês e podem ser contratados até o último dia do mês anterior. O assinante pode optar pela contratação mensal ou anual, com desconto. As assinaturas começarão em maio e os primeiros kits chegarão aos participantes em junho.

Para assinar, acesse o site.

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Comportamento

Como é o processo de criação de capas de livros?

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Como é o processo de criação de capas de livros?
Arte: Laura Ferrazzano

Todos nós sabemos que a capa é, sim, a porta de entrada para um livro. “O design gráfico do livro é muito importante. A gente escuta essa frase de ‘não julgue o livro pela capa’, mas essa frase é uma falácia. Ela está totalmente errada.”, aponta Rafaella Machado, Editora Executiva da Galera Record.

“A capa precisa comunicar história, precisa convidar o leitor a ler aquela história. Então isso é uma preocupação muito grande que eu tenho, até por conta da minha formação. Eu sou editora, sou formada em Jornalismo e eu sou formada em Design também, então eu tenho sempre uma preocupação de como essa história se traduz em termos gráficos.”, conta a especialista, adicionando que a capa é de extrema importância, já que um design equivocado pode acabar atraindo um público que não é o público-alvo da história em questão. “A capa é uma decisão estratégica muito grande, muito forte.”.

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Para entendermos melhor o processo criativo de como são idealizadas as capas de um livro, Rafaella nos contou detalhes da produção da capa de um dos recentes lançamentos da editora, o livro O caderninho de desafios de Dash & Lily, escrito por David Levithan e Rachel Cohn.

“A primeira coisa que a gente faz quando a gente vai fazer a ilustração de um livro, é fazer uma pesquisa de referência, com imagens, criando um moodboard. Então [para Dash & Lily] a gente viu muita coisa de Natal, com uma pegada mais vintage, aquele espírito natalino que é tão importante para história. E aí a gente chegou a muitas imagens de Natal aquareladas. E aí eu comecei a pesquisar aquarelistas brasileiras pra fazer essa adaptação, e me deparei muito rapidamente com o trabalho da Carmell [Louize], que é perfeito para passar esse tom de romance e nostalgia, que está muito presente no livro.”, relembrou ela.

Rafaella contou que, entre tantos artistas brasileiros talentosos, nem sempre usar a capa americana é a melhor ideia. “E no caso de Dash e Lily, por ser um conto natalino cheio de esperança e personalidade, nada melhor que uma aquarela da artista brasileira Carmell para expressar essa nostalgia.”, falou a executiva.

Carmell Louize Montano tem 28 anos, é ilustradora e designer gráfico, e trabalha na desde 2012. “Comecei divulgando meu trabalho como aquarelista em grupos do Facebook e com o tempo acabei migrando para o Instagram, que acabou por se tornar uma espécie de portfólio e uma grande vitrine, onde mais gosto de interagir!”, contou ela em entrevista à todateen.

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Confira o bate-papo completo!

todateen: Você sempre quis ser ilustradora? Conta um pouco da sua história!

Carmell Louize: Sim e não, na verdade eu sempre desenhei, minha mãe e meu pai foram os maiores incentivadores, então desde criança eu me sentia realizada enquanto estava com lápis e papel na mão, inclusive essa era a frase que minha vovó Ninfa dizia a todo mundo. Quando pequena eu costumava dizer que queria fazer os filmes iguais “os do Shrek” hahaha, isso por que com pouca idade eu já me arriscava no Photoshop e achava que era fácil assim. Mas posso dizer que já quis ser veterinária também, pois além da arte animais são minha paixão. Mas o chamado artístico foi mais alto.

tt: Qual seu maior objetivo com a arte? O que você mais quer passar para o público?

CL: Sempre pensei que eu estaria realizada no dia que as pessoas batessem os olhos no meu trabalho e soubessem pelo traço que eles tinham sido feitos por mim e isso tem acontecido e é minha maior felicidade! Não tenho apenas um objetivo com o meu trabalho, mas vários, me considero uma pessoa muito sonhadora e quero alcançar vários lugares e pessoas com a minha arte, mas se eu puder escolher uma coisa só, com certeza eu diria que produzir cada vez mais capas de livros e editoriais, me encontrei e é uma grande paixão, o sentimento de passar por uma livraria e ver meu trabalho lá exposto, fazer aqueles personagens que eu ajudei a dar vida, dançarem no imaginário de tantos leitores e podendo também inspirar ilustradores que possuem este sonho de ter suas ilustrações em capas de livros ou mesmo em outras produções. Acredito que com meu trabalho eu sempre busco passar leveza e que tudo que desejamos é possível e não precisa fazer um esforço descomunal para isso e sim acreditar com muito afinco naquilo que produz, ser o seu maior fã, não ter vergonha disto e ir atrás do seu sonho mesmo que pareça distante hoje, o mundo da voltas e logo menos seus objetivos podem ser concretizados.

tt: Fala um pouco mais sobre o seu estilo (que é, majoritariamente, a aquarela, certo?)!

CL: Meu trabalho tem grande foco na aquarela porém também produzo artes digitais e gosto muito! Sobre o meu estilo, por muito tempo achei que se eu produzisse algo não poderia fazer nada que fosse diferente daquele estilo se não eu estaria fazendo algo errado. Mas com o passar do tempo percebi que não e então eu resolvi adotar duas vertentes, onde em aquarela eu busco retratar a estética asiática, em grande parte a fisionomia coreana, com artes mais sérias e beirando o realismo, já nas artes digitais eu procuro fazer sempre ilustrações fofinhas e aí eu me divirto muito pois tem um mundo de possibilidades, mas algo que carrego nos dois tipos de trabalho são minhas paletas de cores sempre em tons pasteis e alegres, com muito azul e amarelo.

tt: Você faz tudo à mão ou você também ilustra digitalmente?

CL: Na verdade nos dois estilos as arte são feitas à mão, porém uma é produzida tradicionalmente com lápis, papel e tinta e a outra totalmente digital, mas também à mão, pois enquanto eu não realizo meu sonho de princesa que é ter um Ipad eu utilizo minha mesa digitalizadora hahaha que é minha parceira e me ajuda muito!

tt: Para produzir a capa do livro Dash & Lily, em qual momento você foi envolvida no processo?

CL: As artes para Dash e Lily vieram através de um convite da própria Rafaella Machado, uma fada maravilhosa que desde o início me deixou super a vontade durante a criação. Eu criei todos os elementos e a ilustração do casal com base nos critérios estabelecidos pela editora.

tt: A capa ficou linda e super sensível. Quais são os critérios que regem sua criação?

CL: Fico muito feliz com a aceitação desta nova edição, realmente foi um prazer poder ilustrá-la. Eu sempre procuro entender quem será retratado e o que os personagens querem passar ao público. Por isso, sempre peço um briefing bem explicadinho com tudo que a editora gostaria que fosse incluso ou que julgasse interessante, sem um linha específica de raciocínio, depois disso eu pontuo o que acho interessante e se eu tiver uma ideia além do que foi passado, exponho para saber o que pensam sobre ela, após tudo semi definido eu crio o esboço com o que eu captei e envio para aprovação da editora, antes de qualquer coloração e só depois do OK é que a tinta vai encontrar o papel.

tt: A capa é a porta de entrada de um livro. Como você chegou ao modelo perfeito da capa do livro Dash & Lily?

CL: Tudo foi feito com muito carinho e buscando não ser uma cópia da arte de divulgação da série da Netflix, embora seja linda e os atores super fofos, por esse motivo os personagens foram retratados conforme a descrição do livro. Para chegar ao design final da capa eu produzi os personagens separados dos elementos para depois digitalmente alinha-los conforme ficasse mais interessante e confesso que foram várias tentativas antes da versão que enviei para a editora hahaha.

tt: Qual foi a parte mais legal do seu processo criativo?

CL: Todo o processo foi muito prazeroso, mas acho que minha parte favorita foi a elaboração dos elementos, pois eu amo miniaturas bem detalhadas, pra mim é como um cartão de Natal antigo e me remeteu muito aos cartões que meus avós enviavam e recebiam dos amigos nas festas de final de ano.

tt: Qual foi a mais difícil?

CL: Não posso dizer uma parte difícil, mas talvez a que eu precisei me concentrar mais, foi na elaboração dos rostos dos personagens, eu queria que eles tivessem personalidade e que realmente passassem na imagem a essência de quem são. Minha intenção desde o início era criar uma capa onde o leitor ficasse admirando um bom tempo e vendo os detalhes que fui acrescentando durante a pintura.


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