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Exclusiva: autora Sandhya Menon fala sobre a importância de representatividade no gênero jovem-adulto

Exclusiva: autora Sandhya Menon fala sobre a importância de representatividade no gênero jovem-adulto
Exclusiva: autora Sandhya Menon fala sobre a importância de representatividade no gênero jovem-adulto

Sandhya Menon é uma autora indiano-americano que tem dado um baita pontapé no que diz respeito à representatividade. Uma das vozes da geração do público jovem-adulto, Sandhya teve seu livro Match imperfeito: O encontro de Dimple e Rishi recentemente publicado pela Editora Gutenberg, do Grupo Autêntica, no Brasil, e continua angariando diversos fãs ao redor do mundo.

Narrado sob o ponto de vista dos dois protagonistas, Match Imperfeito explora de maneira sensível, divertida e leve, temas da cultura e da identidade indiana. O livro acompanha a ambiciosa Dimple Shah, a perfeita heroína que quebra todos os estereótipos, contando mais sobre o encontro com Rishi Patel, um romântico incurável.

Falando sobre diferenças, e, principalmente, sobre as escolhas que precisamos fazer, Sandhya traz personagens cativantes e progressistas junto de uma linda história de amor. Em entrevista exclusiva à todateen, a autora deu detalhes sobre o processo criativo e argumentou sobre a importância dessa diversidade nas comédias românticas.

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Confira!

Quando você decidiu que gostaria de se tornar escritora?

Eu não lembro de ter tomado uma decisão concreta. Mas eu escrevo desde que eu estava no jardim da infância e podia segurar um lápis e escrever palavras. Então eu acho que sempre esteve no meu sangue e sempre foi algo que eu estava destinada a fazer. Mas eu nunca tomei uma decisão especificamente.

De onde veio a inspiração para escrever o livro?

Cara! Eu escrevi há um tempão atrás, em 2015, eu acredito. Então já fazem alguns anos. Originalmente eu tive essa ideia porque eu estava conversando com minha agente literária (…) e eu estava escrevendo vários tipos de livros mas nada tava dando muito certo. E ela me perguntou o que eu achava de escrever uma comédia romântica [no gênero] jovem adulto. E até então eu nunca tinha tentado escrever nada parecido, mas ela foi a pessoa que plantou a semente na minha cabeça. E eu fiquei “bom, eu adoro ler esse tipo de livro” eu só não tinha escrito um ainda. Então eu decidi tentar e já no começo eu me apaixonei completamente pelo gênero. Me apaixonei pela Dimple e pelo Rishi e por todo o universo de aplicativos e programação e casamento arranjado… tudo era exatamente o que eu queria fazer. Então eu decidi que não ia parar!

Sobre os personagens! De onde veio a inspiração para a personalidade deles? Você se baseou em pessoas que já conheceu?

Eu sempre tento colocar pedacinhos de pessoas que eu conheço – ou eu mesma – em todos os meus personagens. Então eles não são exatos e completamente baseados em pessoas que eu conheço na vida real, mas definitivamente existem pedaços de mim e de pessoas que eu conheço e amo. Rishi, por exemplo, me lembra muito um dos meus primos favoritos e ele é muito fofo e gentil, assim como o Rishi. E nós éramos muito próximos enquanto crescíamos, então muitas condutas de Rishi são baseadas no meu primo. E Dimple com toda a atitude dela, seu feminismo, foi baseado em quem eu realmente gostaria de ter sido quando eu tinha 18 anos. Mas eu não era corajosa o bastante para ser como ela. Mas eu sempre fui a feminista da minha família, eu definitivamente fiz e disse coisas que o resto daminha família ficava “olha, você não deveria fazer isso”. Então um pouco disso da Dimple veio de mim, mas ela é tão ambiciosa – eu não era nem perto tão incrível.

E eu acho demais como o Rishi e a Dimple parecem tão diferentes no início. Como foi escrever as cenas deles dois juntos?

Foi muito divertido! Eu amei trocar os pontos de vista entre eles. E em vários momentos a gente consegue ver como a Dimple se sente sobre uma situação específica e aí a gente troca pra cabeça do Rishi e ele tá sentindo exatamente o contrário na mesma situação que ela. E isso foi uma das partes mais divertidas!

E como foi pra você escrever a perspectiva masculina do Rishi? Foi difícil de alguma forma?

Olha, eu achei que seria porque era a minha primeira vez narrando uma perspectiva masculina. Mas eu acabei me divertindo muito escrevendo as partes do Rishi. Não senti que foi forçado, não senti que eu não sabia o que ele ia dizer ou fazer. Foi bem natural. E acho que foi porque eu senti que conhecia o Rishi muito bem antes mesmo de começar a escrever, então isso facilitou.

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E eu preciso te perguntar! Os ‘Aberzombies’ foram inspirados em pessoas que você conheceu? Sinto que todos nós em algum momento (especialmente no ensino médio) já cruzamos caminho com pessoas assim!

Sim, (risos!). Como você disse, todos nós conhecemos Aberzombies em espírito, mesmo que eles não sejam iguais a personalidade com certeza se repete. E crescendo eu tive a minha parcela de encontrar Aberzombies e eu sabia que eu precisava colocá-los em um livro.

Celia é uma personagem bem interessante também. Você quer falar um pouquinho sobre ela?

Eu adoro a Celia. Eu senti que ela era também super ousada e que tinha sua própria personalidade forte o suficiente para dar um bom par com Dimple. E eu sinto que a Dimple precisa de outras pessoas fortes para se manter um pouco na linha. E até pensando no Rishi, no começo a Dimple acha que ele não vai ser um bom match pra ela, mas ele é super forte à sua maneira. E eu também acho que a Celia é bem forte à sua maneira. E foi super legal escrever sobre a amizade delas! Eu senti que elas eram iguais e diferentes para desenvolverem uma ligação bem forte.

O livro é rico em aspectos da cultura indiana. Na sua opinião, porque é tão importante para nós, leitores, termos essa diversidade na literatura contemporânea?

Eu sinto que a gente, como escritores, costumávamos ter essa ideia que se o livro tivesse diversidade teria que ser necessariamente um livro tratando sobre um problema social. Tipo, teria que ser um livro sobre racismo, ou classicismo ou seja lá o que fosse. Infelizmente a gente está entendendo que é possível fazer outras coisas. Por que uma comédia romântica não poderia simplesmente ter duas pessoas de cor, certo? Especialmente nos Estados Unidos que, historicamente, sempre apresenta comédias românticas com protagonistas brancos. E agora essa narrativa está mudando! A gente está vendo que é possível existirem histórias de pessoas de cor com finais felizes também, sabe? Não precisa só ser sobre as dificuldades e os obstáculos, pode apenas ser uma história alegre em que no final tudo dá certo, em que você se apaixona e acaba com a pessoa com quem você deve ficar. E eu que isso é o mais importante em diversidade, é mostrar todos os aspectos diferentes das histórias, não apenas a parte assustadora negativa e difícil — que também é, claro, importante  de escrever e mostrar. Mas eu acho que é igualmente importante mostrar essas histórias felizes com unicórnios e arco-íris.

Divulgação | Arte: Laura Ferrazzano

E a Dimple é uma grande heroína, principalmente se formos pensar em como ela pode servir como referência para várias outras meninas que se parecem com ela, né?

Exato! Especialmente porque eles colocaram ela na capa do livro, e isso é uma declaração muito legal! No passado, teria sido um quadrinho ou uma ilustração de uma mulher indiana em silhueta, nunca teria sido uma garota como ela, sorrindo bastante, direto na capa. Isso foi uma das coisas mais incríveis!

O livro tem um tom engraçado e divertido! Qual foi sua cena favorita de escrever? 

Provavelmente a cena do não-encontro, em que eles decidem que vai sair mas que não é um encontro (risos!). Eu me diverti tanto escrevendo, principalmente naquela parte que eles vão pro bar-livraria. Escrever sobre os dois se conectando foi demais, especialmente porque a Dimple tinha certeza que aquilo não ia dar certo e mostrando eles se aproximarem foi bem legal.

Como você sentiu ao ter um livro seu adaptado para uma série da Netflix?

Foi uma experiência surreal! É uma daquelas coisas que as pessoas te falam que podem acontecer, mas que duvidam muito que de fato aconteça porque é tão raro. Mesmo quando os livros são vendidos, quando uma produtora demonstra interesse naquilo, às vezes pode demorar mais de uma década pra que alguma coisa aconteça – e muitas vezes pode acabar nem acontecendo. Então o fato de que aconteceu e aconteceu tão rápido, foi definitivamente uma experiência muito maluca. E foi muito divertido ver esses escritores que pegaram a minha ideia e meio que transformaram na deles, na forma com que eles veem o mundo e da maneira que eles acharam legal de transformar para a televisão.

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Quer mandar uma mensagem para os seus fãs brasileiros? 

Para os meus leitores brasileiros, eu queria muito agradecer por todo o apoio. Eu tenho recebido várias mensagens e DMs, eu realmente sou muito grata por tudo — mesmo que algumas delas estejam em português, e eu não entenda nada (risos!), eu ainda amo porque eu consigo ver os emojis!


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