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Exclusiva! DJ Lud Prado conversa sobre a representatividade feminina na música eletrônica

Crédito: Marcelo Bruzzi

O mercado da música eletrônica assina com energia e batidas contagiantes, mas também é marcado pela predominância masculina. Assim como em várias outras profissões, a caminhada para as mulheres se tornarem DJs é repleta de barreiras sexistas. Felizmente, o cenário está mudando!

Nos últimos anos, deu para reparar que a participação feminina na música eletrônica vem aumentando ao redor do mundo. O Brasil não fica de fora dessa, já que conta com vários nomes de peso atualmente. A DJ Lud Prado é um exemplo fortíssimo dessa presença.

Em entrevista exclusiva para a TodaTeen, Lud conta sobre a sua trajetória no ritmo eletrônico e as dificuldades que enfrentou no meio.

A sua afinidade com a música começou desde mais nova, quando tinha hábito de gravar CDs para os amigos da escola com músicas baixadas da internet. “Além disso, sempre por frequentar muitas festas, eu tinha vontade de estar nos palcos, mas demorei para encarar porque achava que era difícil tocar”, confessa.

O contato frequente com esse ambiente de festas e casas noturnas, permitiu que ela estabelecesse um relacionamento muito bom com os donos desses espaços. A partir daí, passou a acompanhar o backstage, ficando por dentro de tudo que rolava por trás dos palcos. “Comecei a ficar louca de vontade de estar ali tocando, já que eu amava curtir as festas e o som, então senti coragem de fazer o primeiro curso”, conta.

Desde então, Lud não parou mais de tocar! Ela confessa que não esperava que fosse dar tão certo, mas quando finalmente começou, sempre aparecia alguém querendo contratá-la. Mas claro, foram muitos desafios enfrentados por trás da trajetória, principalmente, pelo fato de que mulheres são minoria na profissão. Durante os primeiros dois anos de carreira, Lud afirma que essa questão foi extremamente desafiadora.

Quando era a única mulher no line up do evento, ela expõe que alguns DJs homens se incomodavam com o fato de ter alguém do sexo feminino ali se destacando. Algumas vezes, chegavam até a reclamar para os organizadores do evento. “Por isso, eles alteravam os equipamentos, desregulavam os botões para me prejudicar mesmo. Teve uma vez que tiraram o cabo do mixer de um aparelho e quando eu ia começar tocar, o som não subia para o canal”, relata.

Superando os momentos mais conflitantes, Lud confessa que está muito grata por ver mulheres sendo cada vez mais reconhecidas pelo seu talento musical. “Estamos em um crescimento muito forte nessa área, acredito que estamos conquistando nosso espaço e fico muito feliz quando vejo outras mulheres se destacando na profissão”, comenta.

Com essa jornada mega inspiradora, a artista incentiva que as meninas mais novas, que possuem o mesmo sonho que ela, corram atrás de concretizá-los. “Primeiro, fazer cursos é fundamental. Em seguida, quando possível, frequentar festas para estar atenta ao feeling das pistas e ter essa percepção musical. Também é importante procurar conhecer as pessoas que estão ali trabalhando, para acompanhar o que está acontecendo e levar isso como aprendizado”, aconselha.

Hoje em dia, com o boom da tecnologia, também tem uma diversidade gigante de aplicativos e programas para começar a praticar. A artista deixou recomendado o software “virtual DJ”, uma ferramenta que consegue mixar áudio no computador. Pegou a dica?

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