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Mulheres no Game: conheça profissionais da área que atuam na Liga NFA

Mulheres no Game: conheça profissionais da área que atuam na Liga NFA
Mulheres no Game: conheça profissionais da área que atuam na Liga NFA (Rosie Phillpot/dribbble.com)

Ao falarmos sobre a presença das mulheres no mercado de trabalho, infelizmente ainda lidamos com temas como machismo e outras situações inadmissíveis que, sim, precisam ser expostas. Contudo, as experiências negativas não devem ser o único foco quando exploramos esse assunto. Há muito mais a ser dito sobre tudo o que as mulheres já conquistaram e continuam batalhando para alcançar pelo trabalho. 

Por trás de cada história, existe uma mulher ocupando seu espaço e servindo de exemplo para tantas outras que estão se encontrando na profissão. E o que não falta é inspiração ao falarmos das mulheres que atuam no universo dos games. Por isso, a todateen decidiu trazer o foco para elas.

Quem são as mulheres presentes tanto nos bastidores, quanto na prática desta área em constante crescimento no Brasil? Conversamos com diversas profissionais que atuam na Liga NFA para entender mais sobre suas rotinas de trabalho e ainda compartilhar suas histórias inspiradoras.

mais sobre a Liga NFA

Caso o universo dos games não seja algo do seu conhecimento, calma que a gente explica! A Liga NFA traz o maior campeonato de Free Fire independente do mundo. Vale destacar que este é um jogo para celular, mas algumas pessoas o jogam pelo computador. Para conseguir jogar neste formato é preciso do emulador, software que permite que o game funcione em um computador com configurações básicas.

Porém, por ser inicialmente um jogo para celular, não existiam campeonatos para quem jogava pelos computadores. Assim, a Liga NFA foi criada em 2019, com a proposta de organizar e ajudar o cenário competitivo dos emuladores de Free Fire a crescer na área. 

Entre os diferenciais do campeonato está o seu amplo alcance, já que abrange pessoas de diferentes classes sociais. A Liga ainda incentiva a diversidade e conta com muitas mulheres atuando desde os bastidores até as partidas. E é sobre isso que vamos dar destaque agora! 

as profissionais

Como a lista é extensa, resolvemos já listar quem são as profissionais da área que você vai conhecer nesta matéria: 

Lívia Reginato – Relações Públicas
Gabriela Gomes – Social Media Manager
Suzana Pimentel –  League Ops
Lay – Técnica e analista de Free Fire da BLACK (FURIA)
Betina Vidal Damasceno – Psicóloga de Esports
Emily‌ ‌Paula‌ ‌-‌ ‌Maquiadora‌ ‌e‌ ‌Stylist 
Luísa Saro – Apresentadora e Streamer
OpzMila – Apresentadora e Analista
LETICIAx – Jogadora Profissional da BLACK (FURIA)

comunicação

Lívia Reginato – Relações Públicas

“É fundamental para termos um ambiente mais saudável para as meninas do futuro, que tenham mais mulheres trabalhando na área. Dar visibilidade para essas profissionais é mostrar que é possível ser mulher, trabalhar com games e crescer nessa carreira”

Por trás de qualquer empresa com uma boa imagem no mercado, existe uma boa Relações Públicas. Formada em Jornalismo, Lívia Reginato conta que sempre foi apaixonada por audiovisual e pelo universo geek. Ela começou trabalhando como redatora, escrevendo resenhas, críticas de filmes e séries. 

Seu primeiro contato com o universo gamer aconteceu nesta época, enquanto cobria eventos como a CCXP, GAMEXP e BGS. Ao longo da sua trajetória, também começou a cobrir outros segmentos como o Circuito Desafiante, a Liga Universitária de LOL e CS. 

Lívia explica que já sentia desde cedo um questionamento do porquê “a imprensa brasileira não postava sobre o Free Fire”. Ela aponta que sua bagagem como jornalista a ajudou a trazer novos olhares enquanto assumia gradativamente a assessoria de imprensa da NFA e outras marcas do Grupo BMS, uma hub de games e entretenimento.

Atualmente, sua rotina está baseada em cuidar dos relacionamentos que envolvem a empresa, conversando diariamente com jornalistas para entender melhor que tipos de conteúdos eles gostariam de fazer sobre a Liga e como ela poderia ajudar.

“Produzimos resumos dos campeonatos, anúncios de eventos e conteúdos especiais (os chamados releases) e enviamos diariamente informações para a imprensa. Além disso, é meu papel acompanhar entrevistas e direcionar as perguntas para nossos influenciadores, casters e gestores, quando for o caso”, explica. 

“Também atuamos em gestão de crise, que é o conjunto de medidas para diminuir os efeitos de uma crise, como por exemplo, uma notícia não positiva sobre a empresa ou personalidade que cuidamos”, completa. 

Com sua experiência profissional, ela ainda conta como “a inclusão de mulheres é algo que temos trabalhado muito”. “Na origem dos videogames, por uma decisão de marketing, eles foram um produto destinado a meninos e isso se reflete até hoje nas empresas. Isso, felizmente, está mudando, mas há ainda muito preconceito a ser superado, tanto para as meninas que jogam, quanto para as que trabalham com games”, completa. 

conquistas: “Eu tenho muito orgulho de ter contribuído para o cenário do Free Fire se consolidar no país. Cada reunião com jornalista, cada conversa, cada pauta conquistada é uma vitória. O Free Fire deu oportunidade para muita gente que nunca sonharia em ser gamer, pois não tinham acesso a equipamentos para jogar e como o jogo é acessível, ele chega em mais pessoas e fico muito feliz em fazer parte da profissionalização desse cenário. E, claro, contribuir com a divulgação da Liga Feminina da NFA, que é a porta de entrada para as jogadoras do cenário. Não tem nada melhor que sentir que estamos fazendo a diferença!”
mensagem para as mulheres:Procurem mentoras, ou seja, outras mulheres que trabalham, elas vão te ajudar! Falem com suas amigas, criem seus próprios espaços, não esperem as marcas ou empresas fazerem algo, façam por vocês mesmas! Se você não mostrar seu potencial, não tem como adivinhar, então não tenha medo de dar a cara a tapa e falar para o que vieram. Não deixem que os comentários negativos ou haters te impedem de ocupar os espaços que vocês merecem, se você está incomodando, saiba que está no caminho certo!”

Gabriela Gomes – Social Media Manager

“Cada dia mais as mulheres estão tomando espaço no cenário geek, nerd e gamer e isso é importante para termos uma conversa mais igualitária dentro desses cenários. Além disso, com a visibilidade aos profissionais do universo gamer, é possível inspirar meninas que sonham e gostam disso, e nem sempre têm o estímulo necessário para continuar nessa área”

Ainda entre as partes de comunicação da NFA, existe o papel importantíssimo de Social Media Manager. Gabriela Gomes é a responsável por estar em contato direto com a comunidade de Free Fire e criar um vínculo entre a organização e as pessoas que acompanham o campeonato. Tudo isso com o objetivo de trazer uma “comunicação mais humanizada e interativa”, como ela aponta. 

Gabriela conta que os jogos sempre foram algo do seu universo, já que cresceu ao lado de familiares jogando e que já dedicou muitas horas dos seus dias dentro das comunidades de games. Mas foi apenas durante a graduação de Jornalismo que começou a procurar áreas deste universo para se especializar, quando percebeu que “poderia fazer de uma paixão de infância a minha profissão”

Assim, a Social Media iniciou um blog pessoal sobre experiências e análises dos jogos, até que entrou no universo mobile com a NFA em 2020, cuidando das redes sociais da Liga. Para quem tem interesse neste segmento, Lívia ressalta: É necessário ter repertório para saber falar e criar postagens de tudo […] Acredite, não é só porque você trabalha com Free Fire, que só precisa saber sobre o jogo. Saber conversar com a comunidade sobre outras áreas melhorará e muito a sua comunicação.” 

Neste cargo, Gabriela é quem faz a gestão da comunidade e ainda a organização dos conteúdos que vão para as redes sociais. “Também tenho que estar atenta ao que está acontecendo não só dentro do universo de Free Fire como num geral, aproveitando trends e assuntos que podem ser usados dentro da NFA”, diz. 

Gabriela também expõe que o mercado de games, desde a parte da comunicação, precisa ser mais inclusivo. Ela afirma que a inclusão de gênero entre os jogadores, profissionais e até mesmo os fãs é um ponto muito importante para ser melhorado, mas ainda ressalta como este universo também deve se ater a inclusão financeira. 

“Isso porque, na maioria dos jogos, ainda é necessário ter um bom computador ou gastar muitos reais em um console. Todos sabemos que isso não é a realidade da maioria dos brasileiros. Contudo, com a popularização do Free Fire e outros jogos mobile, mais jogos têm migrado para a plataforma mobile, que é mais inclusiva”, diz.

conquistas: “Estar a frente do Social Midia da NFA me trouxe a oportunidade de ser uma porta voz dos games e estar em contato com uma comunidade muito acolhedora e apaixonada, para mim, essa é a maior realização.”
mensagem para as mulheres: “Não desistam, vocês valem tanto quanto ou até mais do que todas as pessoas que te criticam. Vai lá e faça o que você ama, porque no final do dia, é isso que fará você feliz.”

preparação

Suzana Pimentel –  League Ops

“Nós temos capacidade e, por mais que tenha demorado o nosso primeiro contato com esports, temos muito a oferecer, porque estamos com força de vontade. Não foi algo que aconteceu da noite para o dia […] Dando visibilidade, a gente desmistifica essa parte de que só homem pode jogar ou trabalhar com jogo”

Agora que já conhecemos um pouco mais sobre a comunicação na NFA, partimos para uma nova área nos bastidores dos campeonatos de esports. Profissionais de League Ops trabalham diretamente na organização das ligas, desde a estruturação das regras até a coordenação das partidas e contato com os jogadores.

Suzana Pimentel é uma das mulheres que atua nesta área. Ela explica que “League Ops em si é toda a estrutura do campeonato, basicamente tudo o que você vê acontecer é o que a gente faz nos bastidores”. Entre as suas atividades com a NFA está elaborar o formato do campeonato, seu livro de regras e coordenar as salas para os jogos em cada partida. 

A profissional também atua na parte de Community Manager, onde está em contato direto com as equipes. Assim, ela fica responsável por explicar possíveis dúvidas com relação às regras, fazer inscrições e substituição de jogadores, entre outras atividades. 

“Desenvolvemos um campeonato pensando no bem-estar dos jogadores e no feedback do público”, diz Suzana, que também pontua sua preocupação em estar mais próxima da comunidade para entendê-la. “Quando você impõe essa diferença entre ‘organizadora e competidor’, pode passar um pouco de medo, receio, principalmente com os mais novos, que estão chegando. Então eu prefiro trabalhar dessa forma para passar uma tranquilidade a todo mundo”, continua. 

“Eu recebo muitos feedbacks das equipes, me agradecendo por várias situações que eu passo tranquilidade. E eu percebo que isso faz muita diferença em relação aos jogadores. Isso é algo que eu queria que mudasse no League Ops, a maneira como as pessoas tratam as relações. Eu vejo que as coisas seriam muito melhores se os profissionais se preocupassem em ‘humanizar’ essa relação com os jogadores e os envolvidos nas competições”, completa. 

Suzana conta que desde cedo teve muito interesse em jogar, mas que seu primeiro contato com a área em que trabalha hoje aconteceu enquanto jogava Minecraft. A profissional explica que, na época, chegou a ficar 48 horas seguidas no jogo e muitos até acharam que ela utilizava hack. Mostrando todo o seu talento, ela foi convidada por outros jogadores para entrar no TeamSpeak (app de comunicação) do servidor deles. 

“Quando eu entrei foi uma surpresa muito grande para eles, porque eu era menina. E eu me expliquei, falei que fiquei jogando praticamente dois dias e eles: ‘Nossa senhora, você gosta mesmo’. Eles começaram a perguntar o que eu gostava de fazer no servidor e me convidaram para fazer parte da administração”, compartilha. 

Atualmente, a profissional atua diretamente na criação de regras para um campeonato. Suzana descreve sua rotina nesse contexto: “Eu faço a revisão do livro de regras, entro em contato com as equipes que vão disputar o torneio […], dou os prazos para entregas, tiro as dúvidas dos times/jogadores, disponibilizo o livro de regras e me coloco a disposição para tirar todas as dúvidas com relação ao mesmo.”

“Tem o dia do jogo, que pode ser presencial ou online. Durante a pandemia nós estamos atuando de casa e nos organizamos pelo Discord, onde começa todo o gerenciamento da competição horas antes dela começar. Entramos em contato com os jogadores, sancionamos as dúvidas que eles preferem tirar por voz. E a partir daí, eu ajudo o Head a definir quem vai abrir as salas, quem vai tirar as dúvidas, quem vai criar a planilha com todas as informações relacionadas ao campeonato – as estatísticas que aparecem na transmissão”, complementa. 

Com toda a bagagem adquirida em sua trajetória como League Ops, a Suzana destaca que “você não necessariamente precisa gostar do jogo para trabalhar com isso […] você só precisa entender do jogo”. “Existem diversas ramificações no mercado de games, muita gente acha que ‘Ah, eu quero trabalhar com jogos, então eu tenho que ser jogadora, tenho que ser bom nisso’, e não! Não sou boa em muitos jogos competitivos, eu jogo pra me divertir. E foi nessa pegada que comecei a trabalhar com League Ops, porque eu gostaria de trabalhar com essa parte de games, mas não queria trabalhar jogando, então foi algo muito legal que expandiu minha visão – é um universo muito gigante, é muito mais do que jogar!”, diz. 

A profissional também fala sobre a importância de lembrar dos vários setores de trabalho na área dos esports: “Porque eu vejo muita gente, principalmente meninas falando ‘Ah não me sinto segura o suficiente para jogar, não quero ficar em evidência, não me sinto confortável ou não tenho tempo pra isso’. Então talvez se dedicar para a parte de League Ops seja algo legal, porque você tem contato com o jogo, com a comunidade, e você está inserido, você só não é jogador! […] Existem várias mulheres trabalhando em vários segmentos no mercado.”

conquistas: “Uma das minhas maiores conquistas foi ter uma oportunidade de emprego que me permitiu sair de casa, mudar de cidade e trabalhar com o que eu gosto. Eu vejo como uma grande conquista, principalmente porque fez minha família entender que mulheres também podem trabalhar com esports, algo que é difícil de entender muitas vezes! A sociedade cria um padrão deixando a entender que uma mulher trabalhando nesse meio é estranho, e a primeiro momento, as coisas foram estranhas para a minha família, mas eles no final entenderam e eu agradeço muito essa receptividade e atenção que eles tiveram.”
mensagem para as mulheres: “Não duvide do seu potencial! Muitas pessoas vão dizer que, pelo fato de você ser mulher, você não é capaz, não entende nada e isso é uma coisa que tá na sua mão e na sua responsabilidade de mudar. Mostre que você pode e consegue entregar um bom trabalho, fazer acontecer, estar em evidência e ser a melhor! Nunca duvide do seu potencial. Existem momentos que, por ser algo que não se encaixa tanto nos padrões da sociedade, você vai ser muito julgada, mas não desista, não deixe isso te afetar em nenhum momento, respire fundo e transforme toda essa energia negativa que as pessoas podem depositar em você, como força de vontade; transforme isso em combustível para te impulsionar e te tornar uma profissional excelente. Isso independente do que você for fazer, seja nos esports ou na vida. A mulher hoje está criando espaços na sociedade e ganhando mais visibilidade e oportunidades, então não se abale, não deixe que essa nossa luta acabe!”

Lay – Técnica e Analista de Free Fire da BLACK (FURIA)

“Há poucas portas para o cenário feminino e muitas profissionais excelentes à procura apenas de uma oportunidade”

O cenário dos esports ainda conta com técnicos responsáveis por preparar as equipes a partir das regras já determinadas por profissionais de League Ops. Lay é uma das especialistas nessa área, já que atua como técnica e analista de Free Fire da BLACK, equipe feminina de emulador da FURIA. 

A profissional já teve a oportunidade de ganhar campeonatos amadores treinando times mistos e femininos. Mas Lay conta que começou a jogar Free Fire por influência do irmão, com quem joga até hoje, e se encontrou no papel que exerce quando fazia parte de uma guilda e ajudava os squads na preparação para disputar campeonatos amadores.

A técnica explica que sua função principal é desenvolver a equipe, no intuito de trazer ótimos resultados nas partidas. Ela ainda trabalha focada no desempenho individual e coletivo dos jogadores, zelando sempre pelo bem estar do time para suprir o melhor do potencial de cada player. 

“A preparação do time é baseada em treinos específicos e pré treinos, preparatório para queda em call, rotação, possíveis confrontos, marcações e posicionamentos. Um dia antes do campeonato é revisado cada coisa que será feito no campeonato. É ressaltado tudo que foi estudado e as precauções durante o campeonato é exigido o máximo de atenção do time, comunicação é essencial para um trabalho em equipe, todas as ações do time são registradas, erros, acertos e no fim de cada partida um feedback sobre o que foi realizado”, descreve sobre sua rotina. 

“No fim das quedas, é feito uma reunião e o desempenho e pontuação do time, momento para cada player falar os pontos positivos e negativos do dia, pontos negativos que devem ser deixados para trás, e positivos que devem ser aperfeiçoados para o amanhã. Erros e acertos individuais e anotações das salas”, completa. 

A partir de sua experiência profissional com jogos, Lay conta que um dos maiores desafios que encontra na sua área é a visibilidade do público que não acompanha a constante evolução do mercado dos games. A técnica diz que é preciso “fazer com que pessoas que não entendem sobre o assunto, enxerguem e considerem como algo profissional, como realmente atuar no Free Fire é um emprego, ao invés de ver somente uma fonte de renda sem estabilidade no futuro”

Para quem tem interesse em se especializar na mesma área que de Lay, ela dá uma dica que se aplica para tantas outras profissões: estudar muito! “Quanto mais experiência e conhecimento melhor! Assista e acompanhe todos os campeonatos emulador e mobile, e tenha um vasta conhecimento de ambos os metas. Também acompanhe outros coachs, estude todas as calls, todas as rotações e aprofunde os estudos nas necessidades de seu time, que supra todas as dificuldades e sane todas as dúvidas. Todos os meios que possam te fazer adquirir mais conhecimento. Procure um diferencial na forma de trabalhar”, destaca. 

conquistas: “Maiores conquistas, além dos inúmeros campeonatos amadores, posso afirmar que foi todo conhecimento adquirido com cada equipe que pude trabalhar, toda experiência, estudo e persistência, que me tornam a profissional que sou hoje, sempre em constante aprendizado. Posso dizer que foram pontos fundamentais, para atualmente ter a melhor realização como profissional, que é fazer parte de uma das maiores organizações do cenário com uma oportunidade de desenvolver um time em meio às melhores equipes, jogar ao lado de players e técnicos no qual sempre admirei. É muito gratificante.”
mensagem para as mulheres: “Primeiro, não desistam dos seus sonhos. É de extrema importância continuar trabalhando para ser a melhor, que além de todas as dificuldades, portas se abrem, que sempre terá alguém observando seus esforços. Peço para que sejam fortes, para enfrentar todas as dificuldades, pois mulheres jamais estarão sozinhas, já que temos umas às outras. E todo trabalho que teremos será reconhecido.”

Betina Vidal Damasceno – Psicóloga de Esports

“Historicamente, a participação das mulheres nos esportes ao redor do mundo tem sido fruto de muita luta por mais direitos nos mais diversos âmbitos políticos e sociais […] Acredito que, quanto mais visibilidade as mulheres receberem, mais conseguimos reforçar que esse é sim um espaço para todas, independente da função exercida. É um direito.”

Para além do preparo técnico, também existem profissionais focadas na preparação emocional das jogadoras. A psicóloga Betina Vidal Damasceno conta que sua própria experiência com esportes a levou a trabalhar diretamente com a Psicologia do Esporte. 

Atualmente em especialização na área de Psicologia do Esporte e da Atividade Física pelo Instituto Sedes Sapientiae (São Paulo), a profissional explica como o apoio psicológico às players é extremamente importante. “Ele [o apoio] se torna ainda mais efetivo quando já existe um trabalho prévio de preparação e acompanhamento sendo realizado. Por isso que o trabalho da Psicologia do Esporte costuma ser pensado como de longo prazo, envolvendo fases de avaliações e de planejamentos para intervenções cada vez mais qualificadas”, diz. 

Na prática, Betina expõe que seu trabalho consiste em entender a modalidade do jogo e ainda conhecer o contexto de cada jogadora e das equipes. “Tudo isso será base para realizar um trabalho psicológico que tenha como enfoque o cuidado do bem-estar e da saúde mental. Além disso, também se tem um olhar para o desempenho esportivo, com trabalho de preparação para treinos e competições”, pontua. 

Antes mesmo do contato direto com as players, sua rotina exige uma avaliação inicial com cada profissional: “Isso envolve levantar informações por meio de entrevistas com players, reuniões com outros profissionais das equipes, observação de jogos e planejamento de intervenções conjuntamente com Coaches e Managers. Minha rotina também envolve elaboração de relatórios, prontuários e constantes estudos.”

Betina também destaca alguns pontos para quem busca se especializar neste segmento da psicologia: “Estudar sobre o campo da Psicologia do Esporte, por meio de artigos científicos, cursos e eventos; conhecer as modalidades de esportes eletrônicos, como cultura, regras e como funciona o cenário; acompanhar psicólogos que já atuam na área e, se possível na sua rotina, compartilhar conteúdos e reflexões na internet sobre esses temas, para criar repertório e visibilidade para o seu trabalho.”

Apesar de já ocupar seu espaço na área, a psicóloga ressalta como é necessário um processo de profissionalização dessas modalidades, questão que também gera desafios para a construção do trabalho psicológico. “Assim como na história do esporte, que passou por sua fase de amadorismo e de profissionalização, percebo que esse movimento também tem ocorrido com o esporte eletrônico nos últimos anos”, diz. 

Betina completa afirmando como a toxicidade presente no mercado também precisa melhorar: “O quanto isso pode estar dificultando ou, até mesmo, impedindo o desenvolvimento de jogadoras nas suas modalidades? É realmente muito complicado. Por isso a importância de caminharmos em direção à construção de um cenário cada vez mais diverso, e a importância de espaços de discussão como este da matéria para conscientizar sobre isso.” 

conquistas: “Considero a especialização que realizo atualmente como uma grande conquista profissional para mim. Sou gaúcha e, ainda na minha graduação na UFRGS, pelo contato com a Psicologia do Esporte, já ouvia falar desse curso que, por ser em São Paulo, não imaginava que poderia ingressar algum dia. Então isso representa toda uma caminhada extremamente desafiadora e, ao mesmo tempo, gratificante, construída até aqui. […] Nos últimos anos, também passei a enxergar os esportes eletrônicos como um importante campo de trabalho para os profissionais não apenas da Psicologia do Esporte, como também das diversas áreas da Saúde. Acredito que todos nós temos muito a contribuir!”
mensagem para as mulheres: “Penso ser importante buscar por redes de apoio em que se sinta fortalecida e, se possível, buscar reportar, caso passe por uma situação de assédio ou de preconceito. Dependendo da dificuldade que estiver passando, não hesite em buscar suporte profissional. E, por fim, conheça e apoie as mulheres atuantes no cenário.”

no game

Emily‌ ‌Paula‌ ‌-‌ ‌Maquiadora‌ ‌e‌ ‌Stylist

“Sonhos se realizam. Quando algum sentimento de falta de esperança aparece, meu eu do passado me lembra que tenho capacidade de ir longe. E a vida é bela, ela te prepara desafios, mas muitas surpresas lindas também.”

Emily Paula é uma das profissionais dos bastidores do campeonato, mas que está diretamente envolvida na parte prática da Liga. Formada em Estética e Cosmética, já trabalhou em filmes, grandes musicais teatrais e ainda atua como docente do Senac e consultora de projetos do Sebrae. Ela ressalta como sua atuação com a NFA vem de um “lugar de muita união e carinho”

Encarregada pela maquiagem dos talentos da Liga, a profissional afirma como é uma “responsabilidade gigante assinar a maquiagem do programa”, mas que sempre foi muito acolhida. “Desde o primeiro momento que entrei na NFA, eu fui muito acolhida, como se fizessem você se sentir em casa, e esse sentimento é incrível, porque além de um bom resultado eu faço questão de fazer tudo com muito carinho, é um sentimento de retribuição”, compartilha. 

Emily, conhecida por muitos como Mily, explica que não teve nenhum contato com o esporte eletrônico antes de trabalhar com a Liga. “Então comecei a conhecer o cenário depois disso. Confesso que me assustei um pouco com as situações machistas que as meninas estavam expostas, porque a princípio, minha única referência do E-Sports era a NFA”, diz. 

Como uma mulher trabalhando em uma equipe majoritariamente masculina, ela relata que, apesar de nunca ter vivenciado nenhuma situação machista, ainda há muito a ser melhorado na área: “Melhoramos muito, mas ainda não chegamos lá”.

“Quando casters, influencers, jogadores, narradores, se expõem ao denunciar e falar sobre machismo, a comunidade se fortalece! E vários vêm fazendo esse trabalho de uma maneira muito bacana, a maior parte do público é adolescente, então formadores de opinião do cenário fazem um trabalho muito lindo conscientizando essa geração”, completa.

Trazendo sua experiência como maquiadora para este universo, Emily aponta como a maquiagem não apresenta apenas o objetivo de embelezar. “Um bom desempenho nas gravações acontece por diversos fatores, e um deles, meu setor tem a responsabilidade. A pessoa deve estar muito confortável com a imagem dela, se algo incomoda ou não está de acordo, pode gerar um desconforto que atrapalha muito, isso ajuda a entrar no clima da gravação”, afirma. 

“A não ser que haja uma proposta diferente que esteja no script, sempre maquio de acordo com a personalidade de cada uma, entendendo os gostos, desgostos e principalmente qual a imagem que a pessoa deseja expressar. A maquiagem revela o que a pessoa quer mostrar para o mundo. As técnicas e tendências são muito importantes, mas o principal é entender que trabalhamos com seres humanos, que têm suas individualidades e particularidades”, destaca. 

A maquiadora ainda descreve sua rotina durante o campeonato: “Praticamente toda semana estou no estúdio onde gravamos a NFA […] Iniciamos nos bastidores com a maquiadora, no caso eu, chegando antes dos talentos para preparar os materiais, arrumar o ambiente, e principalmente no cenário pandêmico que vivemos o cuidado e o tempo de organização aumentou. Sempre existe um cronograma de horários que seguimos para evitar atrasos, chama-se “ordem do dia”, então eu me baseio no horário que preciso deixar todos prontos, neste meio tempo, dentro do camarim, falamos sobre todos os assuntos possíveis, conversas fora e muita risada, na minha opinião o camarim é o lugar mais legal dos bastidores.” 

conquistas: “Minha primeira conquista marcante foi no último mês de faculdade, quando estava desesperançosa de tudo, eu pedi de todo coração que não queria ficar sem trabalhar, e Deus ouviu minha oração, as coisas não pararam de acontecer, entrei na equipe de dois grandes musicais teatrais, e fui contratada pelo governo de São Paulo para ministrar cursos no projeto deles, foi uma época muito incrível. […] Outro fato marcante foi quando minha mãe faleceu em 2017, algo bem difícil pra mim. Ela faleceu na Santa Casa de Misericórdia e eles tiveram um cuidado tão maravilhoso por ela, que eu sentia que precisava fazer algo pelo hospital. Não é muito fácil iniciar projetos internos lá, sendo pessoa física, mas em parceria da Universidade Anhembi Morumbi, consegui montar um projeto dentro do hospital que unia maquiagem e cuidados com os funcionários, não havia nenhum projeto para eles, então  esse foi o primeiro. Esses acontecimentos tão especiais, ajudam a Emily de agora, olhar para si, e saber que ela é capaz.”
mensagem para as mulheres: “Eu acho muito clichê mas é muito real: tenha persistência! Talvez consiga deslanchar de primeira, mas na maioria dos casos a gente leva 100 ‘nãos’ pra conseguir o primeiro sim; o não é dolorido, mas é essencial para construir a carreira em bases sólidas. Para estar no mercado de trabalho, é preciso ter estrutura forte, e isso a gente firma desde o começo. Estude, estude sobre tudo, você não precisa tentar ser especialista em tudo, mas saber um pouco de cada coisa te ajuda a ser mais diverso como profissional, quanto mais diversidade, mais propostas de trabalhos.”

Luísa Saro – Apresentadora e Streamer

“Nós mulheres, ainda temos dificuldade em conquistar o nosso espaço e ser respeitadas igualmente, não só pelos telespectadores, mas também pela galera que trabalha diretamente com isso. Tem muita menina muito braba no cenário, seja na frente das câmeras, como atrás delas! Muitas meninas que dão muita bala e também buscam ser reconhecidas como pro players!”

Trazendo sua bagagem da dança e do teatro para os games, Luísa Saro é uma das apresentadoras da Liga. A profissional conta que os jogos não faziam parte de sua vida, mas que quando começou a acompanhar os campeonatos da NFA em 2019, percebeu que estava “completamente apaixonada por esse universo”.

“No início, eu sentia um pouco de medo disso tudo e até duvidava muito da minha capacidade; era muito diferente de tudo que eu já tinha experienciado anteriormente. Mas me despertou algo muito instigante! Hoje em dia a NFA é com certeza minha maior paixão!”, compartilha. 

Luísa começou a trabalhar com a NFA como produtora e, aos poucos, trouxe sua experiência profissional em interpretação para TV e Teatro e partiu para a apresentação das partidas da Liga em 2020. Além da parte de apresentar os campeonatos, sua rotina atual também consiste em fazer lives durante a semana na Booyah, onde joga diferentes games.

A apresentadora relata como sentiu medo quando começou na área, por ser algo muito novo dentro de sua realidade. Contudo, ela ressalta como existe uma comunidade muito acolhedora para quem busca atuar na mesma área que a sua. 

“Acho que a dica que eu daria para quem busca trabalhar na mesma área é que não precisa sentir tanto medo pra começar, sabe? Tem uma comunidade inteira te esperando com muito amor pra dar, que quer fazer parte do seu dia a dia, então se joga que tem espaço pra todos!”, afirma. 

conquistas: “Minhas maiores conquistas e realizações profissionais hoje são: ter trabalhado com os maiores diretores de teatro e de cinema do país, ter descoberto que eu posso fazer o que eu quiser, por mais difícil que o desafio pareça ser e ter a minha independência financeira, alcançada depois de muito trabalho! Essas minhas conquistas representam tudo que eu sou e o que eu já fui. Todas as dificuldades que eu passei e tudo que eu pude extrair delas, representam todo meu amadurecimento e minha garra! Eu tenho muito orgulho da minha trajetória e sou muito feliz e grata, porque olhando pra trás e me dando conta do presente, eu sei que tudo valeu muito a pena! E ainda estou só no começo.”
mensagem para as mulheres: “Minha mensagem a todas as mulheres que enfrentam dificuldades dentro desse universo é: NÃO DESISTAM! Vamos juntas viver um dia de cada vez e nunca se esquecer que, em cada dificuldade temos umas às outras para nos apoiarmos e seguirmos em frente.”

OpzMila – Apresentadora e Analista

“A comunidade já tem por herança cultural uma fama machista, então quanto mais visibilidade às mulheres nessas áreas, mais forças teremos para essa luta diária”

Outra profissional que também está na frente das câmeras da Liga é Camila Brandão, mais conhecida como OpzMila. Formada em Educação Física e atualmente Youtuber, Streamer, Gamer e Influencer, ela atua na NFA tanto com a parte da apresentação das partidas, quanto trazendo sua bagagem de analista para este universo.  

Camila conta que, durante a infância, teve pouco contato com jogos, por ser uma  criança sem um videogame em casa. Contudo, atualmente ela diz ser apaixonada por games e ainda explora muitas possibilidades de crescer com as várias vertentes da área. 

“Na fase adulta joguei alguns jogos, mas trabalhava e estudava e não tinha muito tempo pra me apaixonar e viciar em jogos. Mas quando conheci o Thiago, meu esposo, que sempre foi apaixonado por games, tudo mudou. Ele me apresentou esse universo de jogos e nasceu com isso um interesse da minha parte. Hoje eu amo muito jogar e trabalhar com isso”, explica. 

O contato de OpzMila com a NFA se deu justamente enquanto mostrava sua paixão pelos jogos nas redes sociais. “Eu fazia apenas minhas lives nas plataformas de streaming e um dia um dos gerentes de eventos me convidou para ser narradora de um campeonato feminino, e eu aceitei”, diz Camila, que foi se desenvolvendo na área e estreou na Season 5 da Liga como uma das casters oficiais.

Na comunidade há mais de 2 anos, ela explica que cresceu com o jogo e também que viu muitos Analistas nascerem e crescendo na área. “Comecei a acompanhar o competitivo por conta de convites para eu comentar, então vi a necessidade de tentar entender como tudo acontece”, pontua.

Atualmente, OpzMila descreve seu trabalho como Analista na Liga NFA: “Eu sempre tento entender os times, pesquiso o que está acontecendo com cada um, tanto em jogo ou fora dele. Visito as redes sociais dos times, um dia antes das transmissões da semana eu assisto a transmissão passada para relembrar o que aconteceu e passar mais detalhes para quem tá assistindo e quer entender melhor a situação do time, para na hora do ao vivo ficar mais confortável de analisar. Porque algo aconteceu ou deixou de acontecer, porque das escolhas que as equipes fazem, porque mudaram o estilo de jogo. Ou seja: as equipes mudam de uma hora pra outra, é necessário sempre um estudo antes para levar para o público a melhor informação.”

Todo seu conhecimento na área ainda é exemplo do que Camila aconselha para quem busca atuar no mesmo segmento: “Conhecer a comunidade em que deseja entrar”. “Quando você conhece o público para quem vai falar fica mais fácil dar o que eles querem”, afirma. 

“São diversos gamers por aí, vários jogos e cada comunidade se comporta de uma forma diferente, mas todas elas têm algo em comum, que é o machismo. Seja qual for o seu gênero, é importante que você nos ajude a quebrar esse preconceito. Mas por outro lado, sempre digo que: a comunidade gamer é também muito acolhedora e cheia de pessoas incríveis”, complementa. 

Trazendo à tona questões que ainda merecem atenção na comunidade, OpzMila também conta como é preciso que o mercado melhore a experiência para pessoas que jogam pelo celular.

“Temos jogos simples rodando em celulares que estão se tornando fenômenos e ajudando muita gente nova, que nunca teve um vídeo game ou computador gamer, a entrar pra essa era de jogos. Então acho que o mercado deve melhorar essa experiência para que mais pessoas possam ter condições de jogar jogos incríveis pelo seu celular. Já que jogar pelo console ou computador fica restrito a quem tem mais condições de comprar esses aparelhos”, afirma. 

“O mercado está crescendo muito, nós criadores de conteúdo estamos aproveitando muito essa fase. Quem joga também se beneficia com as inúmeras opções de jogos para todos os gostos. E o melhor: o reconhecimento para quem sonha em se tornar atleta de eSports profissional, como vemos muitos casos de exemplo hoje”, finaliza. 

conquistas: “Primeiro, claro, 1 milhão de inscritos no canal do YouTube, depois a oportunidade de trabalhar com games, largar meu trabalho de antes para ganhar dinheiro com diversão e jogos foi, sem dúvida, minha maior conquista. Outra também é fazer todo esse trabalho ao lado do Thiago, que me colocou nesse universo. Realizei também um sonho que sempre foi ser apresentadora e eu não teria conseguido se não tivesse iniciado esse trabalho com a criação de conteúdo para a internet.”
mensagem para as mulheres: “Sejam fortes e se conheçam. O que alguém fala de você, que você não pode, não é capaz, que não é boa o suficiente, não pode te atingir se você se conhecer e saber que não é real, é apenas um pensamento daquela pessoa. Faça com amor, errando ou acertando, queira sempre mostrar o porque você está ali, e contem comigo nessa missão!”

LETICIAx – Jogadora Profissional da BLACK (FURIA)

“Não tem nada melhor do que trabalhar fazendo o que a gente ama. Então, o jogo hoje, na minha vida, significa muito, por ser uma válvula de escape em momentos difíceis e por ser algo que eu amo fazer”

Deu pra ver quantas profissionais estão envolvidas na Liga antes mesmo da partida começar? E, para finalizar esta matéria, não poderíamos deixar de trazer a experiência de uma jogadora profissional. LETICIAx conta que sempre gostou da área da tecnologia e de jogos, antes mesmo de entrar para o mundo gamer profissional.

Contudo, a jogadora relata que encontrou no jogo uma forma de lidar com uma situação difícil de sua vida. “Eu fazia faculdade de sistema da computação e jogava no tempo livre. Mas em 2018 eu perdi a minha mãe e minha válvula de escape, de pensamentos, começou a ser o Free Fire, onde fiz muitos amigos e comecei a me dedicar jogando campeonatos amadores e a me destacar, passando por muitas orgs conhecidas do cenário”, compartilha. 

Com seu amor por jogar desde cedo, Letícia atualmente faz parte da FURIA, mas relata que não pensava que se tornaria uma jogadora profissional. “Eu jogo Free Fire desde o beta e quando comecei não imaginava me tornar profissional, mas comecei a jogar campeonatos amadores e se tornou minha rotina. Então, eu consegui me destacar em alguns jogos, para atualmente, ter a oportunidade que eu tenho de jogar profissionalmente por uma organização grande”, diz.

A primeira passagem da jogadora na NFA foi pela 4K EASY, jogando a Liga Feminina. “Foi daora demais poder jogar um campeonato onde todo o cenário que eu estava, sonhava em jogar. Hoje, poder estar jogando entre os melhores times sem dúvidas é uma experiência incrível”, conta.

LETICIAx explica que sua rotina de treinos é bem intensa ao longo do dia e ainda aconselha quem gostaria de seguir na mesma área: “Nesse cenário, o ideal é se dedicar e persistir, jogando campeonatos amadores, treinos, até a oportunidade bater na sua porta. Você se dedicando e melhorando sua jogabilidade, com certeza vai ter uma visibilidade para uma organização te olhar como jogador profissional.”

conquistas: “Minha maior conquista é estar onde estou hoje, fazer parte de uma grande organização e poder representar todo o cenário feminino, jogando os maiores campeonatos do cenário, ser inspiração para muita mina que almeja ter uma oportunidade como a minha, é muito gratificante poder mostrar que as mulheres podem sim jogar profissionalmente.”
mensagem para as mulheres: “Não desistam. Vocês são boas, vocês têm potencial como qualquer um, não deixem nada e nem ninguém dizer o contrário disso, o potencial de vocês é enorme!

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