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Foto: Thinkstock/Getty Images

Preconceitos para dar adeus quando o assunto é sexualidade

A especialista em Sexualidade Humana Dra. Joselene Breda explica os mitos e verdades sobre sexualidade

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Quando falamos em sexualidade, ainda existem diversos tabus a respeito do assunto. Infelizmente, no mundo de hoje, é possível se deparar com inúmeros tipos de preconceitos e ideias erradas sobre o tema. Para esclarecer algumas dúvidas e desventar mitos, conversamos com a ginecologista obstetra e especialista em Sexualidade Humana Dra. Joselene Breda. Dá só uma olhada:

Sem cobranças!

Segundo a gineco, a cobrança é geralmente o que atrapalha quando o assunto é se sentir bem com a própria sexualidade. “Sexo é entrega. Em primeiro lugar é preciso estar bem consigo mesmo, massagear a própria autoestima, estar seguro das escolhas e de suas opiniões. Segurança e opinião torna o ser humano lindo. Nós não somos só um corpo, pessoal, somos um universo de possibilidades”, afirma.

Masturbação pode?

Muitas meninas ainda ficam com vergonha ou têm medo de se masturbar. Porém, a Dra. Joselene explica que conhecer-se é uma ótima maneira de desvendar a sua sexualidade. “Seu corpo não morde e não dá choque. Perca mais tempo consigo mesma, descubra-se, se toque mais…Você é que deve ser dona do seu mapa do tesouro”, aconselha.

Virgindade não tem a ver (só) com o hímen

De acordo com a gineco, 37% das mulheres não sangram na primeira relação sexual. A importância dada à membrana é mais um fator herdado dentro de nossa cultura.

“Não somos um troféu que deve permanecer intocado para um homem merecedor. Somos seres apaixonantes e podemos vivenciar como bem quisermos nossa sexualidade, desde que seja com responsabilidade”, diz a Dra. Joselene.

Prevenção, sempre!

A médica conta que, antes da primeira relação sexual, é superimportante se informar sobre prevenção.

“Não tenha medo ou vergonha de se preservar. Lembre-se de que estamos falando não só de HIV, mas também de hepatite B (doença 150 vezes mais fácil de contrair do que o HIV) e HPV (vírus altamente infectante e variável importante na gênese do câncer do colo uterino). Se você ainda não conversou sobre este tema, não é uma boa hora para iniciar sua vida sexual”, aconselha.

E como fazer para não correr o risco de engravidar? “Lembre-se sempre se proteger com o uso de anticoncepcionais e camisinha. Também é muuuito importante procurar a ajuda de um ginecologista, que vai te ajudar a tirar todas suas dúvidas e te orientar corretamente. Proteja-se e seja feliz!”, afirma a Dra. Joselene.

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