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Sim, ainda precisamos falar sobre o vírus do HPV

Crédito: Shutterstock

Conscientização NUNCA é demais, né? Por isso, viemos aqui trazer um assunto bem importante para as rodas de conversa: o HPV. Você já deve ter uma familiaridade com o termo, principalmente por conta da vacina contra o vírus (que previne o câncer no colo do útero). Mas vamos lembrar que ele é um dos principais causadores de câncer entre as mulheres, então saber sobre o assunto é indispensável.

O vírus do HPV pode ser transmitido sexualmente e, apesar de ter se tornado uma sigla popular, o conhecimento em torno do problema é consideravelmente baixo. E olha que o vírus pode ficar adormecido no corpo por até 20 anos sem perceber, sabia?

Pensando nisso, identificamos um grande estigma em torno do termo, principalmente, sobre informações que não passam de mitos. Com a ajuda do Dr. Jadson Lener, vamos explicar tudo que você precisa saber sobre o vírus do HPV.

O que é a HPV?

HPV é a abreviação em inglês para Human Papiloma Virus, que em português significa papiloma vírus humano, ou seja, vírus capazes de infectar a pele ou as mucosas. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), existem mais de 200 tipos de HPV, sendo que cerca de 40 deles podem infectar o trato ano-genital.

A infecção pelo HPV é a IST, sexualmente transmissível. Essa forma de infecção é a mais comum no mundo, atingindo 11,7% da população. Estudos realizados pelo Ministério da Saúde apontam que a prevalência do HPV entre os jovens no Brasil é 54,6%.

Também foi comprovado que 80% das mulheres sexualmente ativas serão infectadas por um ou mais tipos de HPV em algum momento de suas vidas. Inclusive, essa porcentagem pode ser ainda maior em homens. Estima-se que entre 25% e 50% da população feminina e 50% da população masculina mundial esteja infectada pelo HPV.

Como acontece a transmissão do vírus?

O vírus do HPV tem alta transmissibilidade e sua principal via de transmissão é através do contato com a pele ou mucosa infectada. Já a principal forma é a relação sexual, que inclui contato oral-genital, genital-genital ou mesmo manual-genital. Assim, o contágio com o HPV pode ocorrer mesmo na ausência de penetração vaginal ou anal.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), não há comprovações sobre possibilidade de contaminação por meio de objetos, do uso de vaso sanitário e piscina ou pelo compartilhamento de toalhas e roupas íntimas.

O vírus pode desencadear outros problemas de saúde?

A maioria das pessoas com HPV são assintomáticas, ou seja, não manifestam qualquer sinal clínico (as primeiras lesões podem surgir entre 2 e 8 meses, mas podem demorar até 20 anos para aparecer). Uma pessoa portadora do HPV pode apresentar lesões subclínicas (detectadas apenas por exames de citologia ou após aplicação de algum reagente como ácido acético ou iodo no exame de colposcopia).

A maioria dos subtipos de HPV são de baixo risco (principais: 6 e 11), ou “benignos” e causam apenas manifestações clínicas dermatológicas anogenitais em forma de verrugas. Elas podem ser únicas ou múltiplas, restritas ou difusas, de tamanhos variáveis, planas ou exofíticas (condiloma acuminado, crista de galo).

Por outro lado, também existem subtipos de HPV que são de alto risco (principais: 16 e 18). Esses sim são os principais precursores do câncer, sendo a principal causa do câncer cervical, câncer de pênis e de orofaringe, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de colo de útero é o terceiro tumor mais frequente na população feminina, atrás apenas do câncer de mama e do colorretal, e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil.

O que fazer para não me contaminar?

Existem algumas medidas que podem ser tomadas para dificultar a contaminação, são as chamadas medidas primárias (realizadas antes do contato ou para diminuir o contato com o vírus), a primeira delas é a vacinação.

Em 2014, foi iniciado o Programa Nacional de Vacinação para o HPV, usando a vacina quadrivalente, que protege contra os tipos 6, 11, 16 e 18. Segundo o calendário de vacinação do Ministério da Saúde, a vacina deve ser aplicada em meninas de 9 a 14 anos de idade (2 doses) e nos meninos de 11 a 14 anos (2 doses).

Em meninas/mulheres convivendo com o HIV/AIDS, imunossuprimidas, transplantadas (órgãos sólidos) ou que receberam medula óssea, que fazem tratamento para o câncer ou que fazem químio e radioterapia a vacina é liberada dos 9 aos 45 anos, em 3 doses (pois nessa população o HPV tem 4x mais chances de ocasionar tumores).

Uma atualização recente (de julho de 2022) é que a vacina estava disponível para o público masculino imunossuprimido (e demais situações citadas no público feminino) dos 9 aos 26 anos. Agora, esse alcance foi ampliado e será dos 9 aos 45 anos (assim como já era feito com o público feminino desde o início de 2021).

Por fim, a segunda medida contra o vírus é o uso dos métodos de barreira, os preservativos, tanto masculino (mais comum) quanto o feminino. Também é de fundamental importância realizar exames com frequência para detectar qualquer sinal do vírus.

No caso de contrair, o que devo fazer?

Após a infecção com o HPV a pessoa deve fazer as chamadas medidas secundárias. Um exemplo é o exame citopatologia oncótica (o famoso exame de prevenção, ou papanicolau), que deve ser realizado nas mulheres sexualmente ativas. Sua realização deve ser cumprida em intervalos de 3 anos, após 2 exames negativos com intervalo anual.

Resultados alterados são analisados individualmente, seguindo o protocolo do Ministério da Saúde. Vale destacar também que homens e mulheres com prática sexual anal receptiva, assim como pacientes com HIV/AIDS precisam de avaliação da citologia do canal anal para detectar possíveis lesão nessa região também. Por isso, é recomendado a avaliação periódica com ginecologista e proctologista.

Quando as lesões clínicas (verrugas) começam a aparecer elas devem ser retiradas. O tratamento deve ser individualizado a depender das características (extensão, quantidade, e localização). Eles podem ser químicos, cirúrgicos, estimuladores da imunidade e também à laser. É importante ressaltar que o tratamento das lesões não elimina o vírus, por isso é importante fazer acompanhamento pois as lesões podem retornar.

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